De autoria do senador Plínio
Valério (PSDB-AM), texto em tramitação estipula mandato de 8 anos aos
magistrados, sem possibilidade de recondução
O Senado Federal pode
votar o fim do mandato vitalício para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)
ainda em 2023. Parlamentares de oposição ao governo voltaram a movimentar as
articulações para tramitação e a defender o texto como alternativa para “frear”
o poder dos magistrados e dar mais celeridade às nomeações para o tribunal. “É
preciso fixar os mandatos para ministros do STF. No formato atual, o mandato é
vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos. Apoio a PEC de autoria do
senador Plínio Valério, que propõe fixar o mandato de ministros do STF em 8
anos. Não há chance de recondução”, defendeu o senador Jorge Seif (PL).
Apresentada no início de 2019 por Plínio Valério (PSDB-AM),
a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 16/2019 aguarda apreciação e
definição de relator na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ). Entre
outras coisas, o texto propõe mandato de oito anos para ministros do STF, sem
direito à recondução. Plínio Valério defende que o modelo atual de cargo
vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos, dá muito poder aos
magistrados, que ficam “uma eternidade no cargo”. “Precisamos garantir a
oxigenação nos tribunais, o que é essencial para a democracia. Não é bom para a
República que um ministro possa, ao ser nomeado aos 40 anos, por exemplo,
exercer suas funções por mais de 35 anos, até a idade da aposentadoria
compulsória. Isso engessa o Supremo e cria o que estamos vendo [atualmente].
Ministros não são semideuses e devem dar satisfações do seu trabalho para
sociedade”, afirmou o senador ao site da Jovem Pan nesta
terça-feira, 14.
Se aprovada, a PEC também
estabelece prazo para que as indicações dos novos ministros sejam feitas em até
um mês, após o surgimento da vaga no STF. Ao Senado, caberá prazo de 120 dias
para análise da indicação. “Por que isso? Para dar celeridade. No caso do André
Mendonça, ficamos meses e meses com um ministro a menos”, explicou Plínio
Valério, que disse ter esperança na aprovação do texto, já que novos senadores
tomaram posse. O senador Sergio Moro (União-PR), que assumiu
mandato em 1º de feveiro, disse que o Senado terá a oportunidade de abordar o
assunto ao tratar da definição para as suas novas vagas para a Suprema Corte
que serão abertas ainda neste ano. Para ele, há uma passividade da Casa em
muito raramente rejeitar um nome para o STF. “Historicamente, o Senado não tem
feito um crivo rigoroso”, admitiu. Inicialmente, a PEC 16/2019 tramitava em
conjunto com a PEC/2015, que trata do mesmo assunto. Os textos foram relatados
pelo então senador Antonio Anastasia (MG), que apresentou substitutivo que
estabelecia mandato de dez anos.
Por Jovem Pan

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