Objetivo era desacreditar
opositores dos regimes ditatoriais
A Meta, empresa que
controla o Facebook e Instagram, informou nesta quinta-feira, 23, que derrubou
redes de contas falsas vinculadas aos governos de Cuba e da Bolívia utilizadas
para divulgar mensagens favoráveis às ditaduras de esquerda desses países e
desacreditar depoimentos de opositores dos regimes.
As redes operavam de forma
independente nos países e tiveram seus conteúdos alcançados por centenas de
milhares de pessoas antes de serem retiradas do ar. A Meta concluiu uma
investigação interna sobre o assunto no quarto trimestre do ano passado.
A apuração levou a empresa a
descobrir vínculos das contas falsas com o governo boliviano, como o partido
governista Movimiento al Socialismo (MAS), depois do seu retorno ao poder em
2020, e a um grupo que se autodenomina “Guerreiros Digitais”.
No caso de Cuba, que por décadas
foi um dos países menos conectados do mundo, a Meta desativou 363 contas no
Facebook, além de 270 páginas e 229 grupos, e de 72 no Instagram.
Na Bolívia, cerca de 1,6 mil
contas, páginas e grupos que operavam em bunkers em La Paz e Santa Cruz de la
Sierra foram desativados. Ben Nimmo, líder global da Inteligência sobre Ameaças
da Meta, destacou que, depois de derrubar a rede em Cuba, seus autores tentaram
substitui-la.
“Parte do trabalho não é apenas
derrubá-la”, explicou Nimmo, durante uma videoconferência com a agência de
notícias AFP. “Mas manter a pressão para dificultar o retorno e a
construção de uma audiência.”

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