Deputado pede para AGU apurar
‘propagação de fake news’
O deputado federal Deltan
Dallagnol (Podemos-PR) apresentou uma representação contra o ministro da
Fazenda, Fernando Haddad, junto à Advocacia-Geral da União (AGU) para apurar “propagação
de fake news”. No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
a AGU criou uma procuradoria especial destinada a combater notícias falsas nas
redes sociais.
Durante uma conferência do banco
BTG Pactual na quarta-feira 15, Haddad disse que, “com meio por cento do PIB,
acabamos com a fome entre 2003 e 2010″. “Ninguém mais ouvia falar, você não via
criança no sinaleiro, no sinal de trânsito; não tinha mais. Hoje você está com
1,7% do PIB, e não consegue resolver o problema”, afirmou o ministro.
Na representação, Dallagnol cita
uma reportagem de 2010 relativa à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(Pnad) sobre Segurança Alimentar, do ano anterior. Os dados apontaram que 11,2
milhões de pessoas estavam em insegurança alimentar grave — experiência da
fome, segundo definição da Organização das Nações Unidas para Agricultura e
Alimentação (FAO).
Segundo o deputado, a fala do
ministro acerca do Bolsa Família no período carece de evidência e espalha fake
news para a população. “Os dados e notícias da época, portanto, são
graves e pintam um quadro de vulnerabilidade social de parte significativa das
crianças brasileiras, que destoa por completo das afirmações feitas na data de
hoje pelo ministro da Fazenda”, afirmou Dallagnol.
Segundo o deputado, a declaração
de Haddad “que, por razão de seu cargo, têm grande repercussão na imprensa e
nas redes sociais, traz desinformação para a sociedade e mascara problemas
sociais graves que ainda assolam grande parte do país e que nunca foram inteiramente
solucionados, ao contrário do alegado pelo ministro”.
No documento, Dallagnol disse
ainda que “a adoção das providências cabíveis” sobre a declaração de Haddad
“servirá também para tranquilizar a sociedade e comprovar que o órgão
recém-criado não possui viés político e atua para combater as notícias falsas
mesmo quando integrantes do atual governo federal são os agentes da
desinformação”.

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