Informação foi confirmada pelo
vice-ministro da Saúde
Centenas de alunas de escolas
femininas na cidade de Qom, no Irã, foram envenenadas nos últimos meses para provocar o
fechamento das instituições. A informação foi divulgada neste domingo, 26,
pelas autoridades sanitárias locais.
Desde novembro de 2022, a
imprensa do país estava noticiando dezenas de casos de envenenamento das mesmas
meninas por via respiratória. Algumas delas foram hospitalizadas. Em 14 de
fevereiro deste ano, os pais das alunas se manifestaram em frente à prefeitura
da cidade para “exigir explicações” das autoridades.
Um dia depois, Ali Bahadori
Jahromi, porta-voz do governo, anunciou que os ministérios de Inteligência e
Educação estavam “cooperando” para descobrir a origem dos envenenamentos. A
partir dessas investigações, Younes Panahi, que atua como um “vice-ministro” da
Saúde, confirmou que o envenenamento de alunas em Qom era intencional.
“Descobrimos que certos
‘indivíduos’ queriam que todas as escolas, em particular as femininas,
fechassem”, declarou Panahi. O vice-ministro, no entanto, não disse quem eram
os responsáveis pelo acontecimento e não anunciou nenhuma prisão.
O envenenamento foi causado por
“substâncias químicas disponíveis”. Segundo as autoridades, as substâncias não
são contagiosas ou transmissíveis. A cidade de Qom é o centro de estudos
religiosos xiitas no Irã.

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