Ministro ainda deu dez dias para
que Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, entregue um relatório
sobre o tema
O ministro Alexandre de Moraes,
do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça-feira, 17, que Ricardo
Cappelli, interventor de segurança pública do Distrito Federal (DF), esclareça
a conduta dos agentes de segurança do Distrito durante os ataques que ocorreram
na Praça dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro. A ordem consta em um
ofício enviado por Moraes a Cappelli.
O magistrado ainda enviou um
ofício ao ministro Flávio Dino, da Justiça e Segurança Pública, interpelando
sobre a possibilidade de uma apuração de crimes contra o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. O ministro da Justiça é o responsável por solicitar qualquer
tipo de investigação de crimes praticados contra o chefe do Executivo.
Moraes determinou um prazo de dez
dias para que Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, entregue um
relatório parcial das provas já coletadas em relação aos atos de vandalismo
praticados contra os Três Poderes. O magistrado ainda requereu que o documento
identificasse possíveis investigados com foro privilegiado, como deputados que
teriam incentivado a invasão.
Na segunda-feira 16, a Procuradoria-Geral da República acusou
formalmente 39 pessoas de terem invadido e praticado atos de vandalismo no
Senado. Elas foram acusadas de cinco crimes, incluindo tentativa de golpe de
Estado, associação criminosa armada e abolição violenta do Estado Democrático
de Direito.
Segundo o relatório da
Diretoria-Geral do Senado, o valor total dos danos foi estimado em R$ 3,5
milhões. No entanto, o custo real dos ataques que destruíram móveis históricos
e obras de arte é tratado como “inestimável” pela perícia.

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!