Robert Hur foi escolhido pelo
secretário Merrick Gerland para assumir o cargo; pressão sobre chefe de Estado
norte-americano deve aumentar após buscas do FBI contra Trump em Mar-a-Lago
Robert Hur, ex-procurador
dos Estados
Unidos em Maryland durante o governo de Donald Trump,
foi nomeado pelo secretário de Justiça dos EUA, Merrick Gerland, como
procurador especial para cuidar da investigação dos documentos oficiais que
foram encontrados em endereços ligados ao presidente Joe Biden do
tempo que ele era vice do governo de Barack Obama (2009-2017). De acordo
com a ordem de Gerland, Hur vai ser responsável por “investigar a possível
remoção e retenção não autorizadas de documentos secretos ou outros registros
descobertos” no escritório think tank de Biden e em sua residência em
Washington. A Casa Branca confirmou nesta quinta-feira, 12, que sua equipe jurídica
encontrou novos documentos aprovados do tempo de Biden como vice-presidente na
garagem de uma de suas mansões no estado de Delaware, depois de admitir nesta
semana um pensamento semelhante em um escritório do presidente em um ‘think
tank’. Foi encontrado “um pequeno número de documentos adicionais que datam da
administração Obama-Biden e classificados como confidenciais” na garagem de sua
casa em Wilmington, Delaware, e em um cômodo vizinho, disse em nota o advogado
da Presidência, Richard Sauber, acrescentando que os documentos poderiam ter
sido levados durante a transição de 2017.
O presidente da Câmara dos
Representante, Kevin McCarthy, pediu uma investigação contra Biden. “O
Congresso deve investigar este caso”, declarou à imprensa, e denunciou “um novo
passo em falso da administração Biden”. O líder do Congresso lembrou de uma
entrevista do chefe de Estado ao famoso programa de televisão “60 Minutes”, da
emissora “CBS”, para falar sobre os documentos encontrados na residência de
Trump. “Ele estava tão preocupado com os documentos do presidente Trump, e
agora descobrimos que, como vice-presidente, os manteve por anos sem segurança
em vários locais”, disse McCarthy, lembrando que no caso de Trump o FBI fez
buscas em sua mansão em Mar-a-Lago em agosto, quando o ex-presidente não estava
lá. Nessa linha, McCarthy perguntou por que o caso Biden está sendo
tratado de maneira diferente. “Estamos nos Estados Unidos e acreditamos na
igualdade de justiça”, disse.
O governo de Biden diz serem
contextos diferentes, alegando que os documentos encontrados não se deveu a
nenhuma solicitação e não houve resistência para recuperações dos classificados
tidos como confidenciais, diferente do caso de Trump. O advogado de Biden,
Richard Sauber, diz ser o responsável por encontrar os documentos e entregar
voluntariamente às autoridades. Uma lei de 1978 obriga os presidentes e vices
americanos a enviarem todos os seus e-mails, cartas e outros documentos de
trabalho aos Arquivos Nacionais. Diante da repercussão, Biden se pronunciou
sobre o assunto. Ele disse que está protegido de que a polêmica gerada pela
descoberta de papéis sigilosos em uma de suas residências particulares será
resolvida. “Tudo será esclarecido, tenho certeza”, disse o chefe de Estado. A
descoberta desse ‘think tank’ aconteceu em novembro, mas só foi revelada no
início desta semana. Não se sabe o que motivou as buscas, o conteúdo dos
documentos e quem decidiu enviá-los para esses locais. Karine Jean-Pierre,
porta-voz da Casa Branca, disse apenas que o assunto está sendo investigado
pelo Departamento de Justiça.
Por Jovem Pa

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