Governador afastado do Distrito
Federal é alvo de investigações sobre possível influência e omissão nos atos de
vandalismo do dia 8 de janeiro
A defesa do governador afastado
do Distrito
Federal, Ibaneis
Rocha (MDB), informou que vai entregar o celular do político à
Polícia Federal nesta segunda-feira, 23, para “irrestrita colaboração com as
investigações”. Uma operação de busca e apreensão foi realizada na casa de
Rocha na última sexta-feira, 20, com o objetivo de buscar provas para o
inquérito instaurado sobre a conduta de autoridades de Brasília, que podem ter
se omitido durante os atos de vandalismo na sede dos Três Poderes em 8 de
janeiro. O ex-governador já deu depoimento, de maneira espontânea, à PF e vem
afirmando que quer colaborar com as investigações. Rocha nega ter tido qualquer
influência nos atos de vandalismo ocorrido em Brasília. Ibaneis Rocha foi
afastado do cargo de governador de Brasília pelo ministro Alexandre de Moraes,
do Supremo Tribunal Federal, por um período de 90 dias sob alegação de que ele
teria sido omisso no dia 8 de janeiro, diante dos atos de vandalismo na capital
federal. Na sequência, o plenário do STF formou maioria para ratificar a
decisão de Moraes. “Determino a imposição de medida cautelar diversa da prisão,
consistente na suspensão do exercício da função pública, afastando Ibaneis
Rocha do cargo de governador do Distrito Federal pelo prazo inicial de 90
dias”, escreveu Moraes, na madrugada da segunda, 9.
Na visão de Alexandre de Moraes,
“a escalada violenta” contra as sedes dos Poderes no último domingo teve
“circunstâncias que somente poderiam ocorrer com a anuência, e até participação
efetiva, das autoridades competentes pela segurança pública e inteligência”, o
que justificaria o afastamento de Ibaneis Rocha, assim como de secretários do
Distrito Federal. “Absolutamente nada justifica a omissão e conivência do
Secretário de Segurança Pública e do Governador do Distrito Federal com
criminosos que, previamente, anunciaram que praticariam atos violentos contra
os Poderes constituídos”, ressaltou. Os ministros da Suprema Corte também
avaliam a dissolução de acampamentos dos vândalos em frente a quartéis do
Exército Brasileiro e outras medidas adotadas por Moraes após a invasão de
Brasília.
Por Jovem Pan

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