Grupo liderado pelo diplomata
Flávio Macieira irá avaliar o estado de três prédios em Caracas para iniciar o
processo de retomada das relações o mais rápido possível
O governo federal enviará uma
missão à Venezuela esta
semana para iniciar a reabertura da embaixada brasileira em Caracas, informou,
neste domingo, 15, o Itamaraty à AFP. A missão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva parte
esta semana e será chefiada pelo diplomata Flávio Macieira, ex-embaixador na
Noruega, Panamá e Nicarágua, disse a assessoria de imprensa do Ministério das
Relações Exteriores. O principal objetivo da visita será a avaliação do
estado de três prédios em Caracas – a embaixada do Brasil, a residência do
embaixador e o consulado – fechados há mais de dois anos durante o governo
de Jair Bolsonaro. A
ordem é que sejam reabertos o mais rápido possível, segundo o responsável.
Antes disso, “temos que ver as questões legais, logísticas e de pessoal local”,
explicou. “As relações entre as capitais foram restabelecidas desde 1º de
janeiro, mas falta essa parte operacional.” Macieira atuará como
encarregado de negócios do Brasil na Venezuela até que um novo embaixador seja
nomeado, informou o funcionário do Itamaraty.
Jair Bolsonaro foi um dos mais de
50 líderes que reconheceram o líder da oposição Juan Guaidó como “presidente
interino” da Venezuela em 2019, distanciando-se de Nicolás Maduro, sucessor do
falecido líder de esquerda Hugo Chávez. Então, em março de 2020, ordenou a
retirada de todos seus diplomatas e funcionários brasileiros da
Venezuela. Com a volta de Lula ao poder, o Brasil deve mudar de tom com
Maduro, que parabenizou a vitória do petista em 30 de outubro contra
Bolsonaro. A missão brasileira, composta por cerca de cinco pessoas, não
definiu duração nem agenda para encontros com autoridades em Caracas. A
avaliação de uma eventual visita de Lula à Venezuela também não está prevista
no momento. Durante o governo Bolsonaro, o Ministério das Relações
Exteriores deu credenciais diplomáticas a uma deputada de Guaidó, María Teresa
Belandria, que deixou o Brasil em dezembro.
Por Jovem Pan

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