O presidente eleito, Lula (PT),
desconversa sobre a anunciação de ministros de Estado, durante entrevista
coletiva na sede de transição - 02/12/2022 | Foto: Wilton Junior/Estadão
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Incomodada com a “militarização”
do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Bolsonaro, a
equipe de transição de Lula (PT) considera esvaziar o GSI. A ideia é tirar a
segurança presidencial e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) da
pasta, atualmente comandada pelo general Heleno.
A equipe do petista “desconfia”
dos militares e não quer dividir com eles a coordenação da segurança do
presidente eleito na posse, informou reportagem do jornal Folha de
S.Paulo, publicada nesta terça-feira, 6. Além disso, o PT avalia que o GSI
tem “resquícios da ditadura militar” e muitos “aliados de Bolsonaro”.
Uma das hipóteses em estudo pela
equipe de Lula é pôr a Abin na Secretaria de Assuntos Estratégicos, que deve
ser ocupada pelo ex-chanceler Celso Amorim. Já a segurança presidencial
ficaria com a Polícia Federal.
Há hoje dois planos para a
segurança da posse sendo traçados. Um pela equipe da PF, aliada às corporações
do DF, como Polícia Militar e Bombeiros; outro pelo GSI e pelo Exército. Mesmo
sem terem sido acionados formalmente pela transição, os dois últimos passaram a
elaborar um plano de segurança para a posse por tradicionalmente ter a
responsabilidade de liderar esse processo.

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