Em 2022, foram registradas 1.700 invasões chineses na ADIZ taiwanesa; tensão aumentou neste ano após a visita de Nancy Pelosi
A China fez
a maior incursão aérea da história de Taiwan durante
o final de semana, informou nesta segunda-feira, 26, o ministério da Defesa de
Taipé. Foram usados 71 aviões de combate durante os exercícios militares ao
redor da ilha. Em uma atualização diária publicada pelo ministério, Taiwan
afirma que 47 voos ultrapassaram a zona de defesa de identificação aérea (ADIZ)
da ilha, o terceiro maior número desde o início dos registros. A nota afirma
que seis aviões SU-30, um dos modelos mais avançados da China, participaram dos
exercícios. O Exército Popular de Libertação (EPL) da China afirmou no domingo,
25, que efetuou um exercício de ataque em resposta a provocações – que não
explicou – e ao “conluio” entre Estados Unidos e Taiwan. Em 2022 foram
registradas 1.700 incursões na ADIZ taiwanesa com aeronaves militares da China,
contra 969 em 2021 e 146 em 2020. Pequim não divulgou o número de aviões que
participaram nas manobras de domingo nem sua localização. A ADIZ de Taiwan, que
é maior que seu espaço aéreo, se sobrepõe em algumas partes com a da China.
Há anos, Taiwan vive sob ameaças
de uma invasão da China, que considera a ilha parte de seu território. Pequim intensificou
a pressão militar, diplomática e econômica sobre Taiwan no governo do
presidente Xi Jinping. As tensões ficaram ainda mais intensas após
uma visita de Nancy Peslosi, presidente da Câmara dos Representantes
dos Estados
Unidos, em agosto deste ano. O governo dos Estados Unidos aumentou o
apoio a Taiwan e o Congresso americano aprovou recentemente um pacote de 10
bilhões de dólares em ajuda militar a Taipé, o que provocou críticas da China.
Pequim não aceita a política do presidente Joe Biden para
Taiwan, em particular depois que ele afirmou que Washington defenderia a ilha
em caso de ataque da China. A perspectiva de uma invasão chinesa deixa muitos
países ocidentais e os vizinhos da China em estado de tensão. Xi, o governante
mais autoritário da China em décadas, insiste que a “reunificação” de Taiwan
não pode ficar para as gerações futuras.
Por Jovem Pan
*Com informações da AFP


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