Militares acompanharam processo
eleitoral após pedido do presidente Jair Bolsonaro que fez questionamentos
referentes ao sistema eletrônico de votação
O Ministério da Defesa informou
nesta segunda-feira, 7, que será encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
nesta quarta-feira, 9, o relatório do trabalho de fiscalização do sistema
eletrônico de votação das eleições 2022. O procedimento foi feito
por uma equipe de técnicos militares das Forças Armadas.
Em 19 de outubro, a Defesa disse, por meio de um documento, que o
relatório de fiscalização das urnas seria enviado à Justiça Eleitoral apenas
após o segundo turno. Na época, a resposta foi direcionada ao presidente do
TSE, ministro Alexandre de Moraes, que havia solicitado os documentos sobre o
processo eleitoral. As Forças Armadas acompanharam o pleito depois de um pedido
presidente Jair
Bolsonaro (PL), que fez questionamentos referentes ao sistema
eletrônico de votação. O documento é bastante aguardado por membros do atual
governo, que atribuem a ele o atestado de lisura na votação que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
para um terceiro mandato, além de governadores, senadores, deputados federais e
deputados estaduais.
Se as Forças Armadas indicarem
que houve indícios de irregularidade ou, no mínimo, inconsistências na vitória
de Lula por margem de aproximadamente 2 milhões de votos — o resultado mais
apertado da história —, os protestos que eclodiram após as eleições deverão se
intensificar. Um dos principais motivos relatados pelos manifestantes é a falta
de confiança nas urnas. Além disso, eles acreditam que o processo eleitoral foi
mal conduzido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), hoje presidido por
Alexandre de Moraes, e não aceitam a participação do petista nas eleições sob o
pretexto de que ele foi “liberado por uma manobra do STF”. Os atos começaram
logo após o pleito, no dia 30, com bloqueios em rodovias por caminhões. Desde o
último dia 2, alguns dos integrantes das manifestações ocupam ruas em frente a
bases militares em todos os cantos do país, como o Comando Militar do Sudeste,
em São Paulo (Ibirapuera), o Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro (Praça
Duque de Caxias), e o Quartel General do Exército, em Brasília.
Por Jovem Pan

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