Em primeira entrevista coletiva
desde a eleição, presidente eleito também afirmou que sentiu ‘disposição’ de
Lira e Pacheco em aprovar PEC da Transição ‘com pressa’
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
concedeu uma entrevista coletiva na saída do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
nesta quarta-feira, 9, após um dia de agenda cumprida em Brasília e falou sobre
as manifestações que ocorrem pelo país. Segundo o petista, são aglomerações sem
“pé nem cabeça”. “Essas pessoas que estão protestando, sinceramente, não tem
motivos para protestar”, disse. “E eu acho que é preciso detectar quem
está financiando esses protestos, que não tem pé nem cabeça. [São atos com]
Ofensas à autoridades, ameaças de fechamento, agressão verbal, coisa que eu que
fui dirigente sindical, eu que fiz greve, não tinha motivo de utilizar isso”,
acrescentou. Protestantes tomaram as ruas após o segundo turno das
eleições presidenciais no dia 30 de outubro para manifestar descontentamento
com o retorno de Lula e seu partido ao poder.
Na primeira coletiva de imprensa
desde o segundo turno das eleições, o novo mandatário também afirmou que não
irá interferir nas eleições para presidência da Câmara dos Deputados e
do Senado Federal.
Em um aceno ao atual comandante da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), aliado do
presidente Jair Bolsonaro (PL), o petista disse que quem vai escolher o
representante máximo das Casas Legislativas serão os próprios congressistas e
que o Palácio do Planalto irá dialogar com os presidentes. “Nosso papel é saber
que não cabe ao presidente da República interferir no funcionamento da Câmara e
do Senado. Nem eles interferem no nosso comportamento e nem nós no deles”,
disse. Ao ser questionado sobre o Centrão e de que maneira o Partido dos Trabalhadores irá
dialogar com os partidos deste bloco, o chefe do Executivo recém-eleito
ressaltou que seu governo terá de aprender a dialogar com estes parlamentares e
que o Congresso, seja ele com maioria de partidos do centro ou não, “não irá
criar problemas”.
“Vou tentar convencer todas as
pessoas de que todas as propostas que vamos mandar tenham o maior número de
votos. Nós precisamos recuperar o Farmácia Popular, precisamos recuperar o
Minha Casa Minha Vida. Se depender de mim, dia 2 de janeiro, já coloco obras
para funcionar. Não podemos ficar chorando se vai gastar. Muita coisa que as
pessoas acham que é gasto, eu acho que é investimento. A primeira coisa é
acabar com a fome”, pontuou. Perguntado sobre a oposição ao seu governo, Lula
disse que ainda não sabe quem será oposição ou situação. Na última terça-feira,
o Partido Liberal (PL),
que abrigou a candidatura de Jair
Bolsonaro (PL) à reeleição, anunciou seu posicionamento contrário
ao novo governo eleito. Nas palavras do presidente da sigla, Valdemar da Costa
Neto, o PL será “oposição ao comunismo e ao socialismo”. O líder petista, por
sua vez, pontuou que conversou com Arthur Lira (PP-AL) e com Rodrigo Pachedo
(PSD-MG), presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, e ressaltou
que “há concordância daquilo que queremos” – manutenção do Auxílio Brasil em R$
600 e do aumento real do salário mínimo. Lula também falou sobre o orçamento do
próximo ano, alvo de críticas, e disse que a elaboração ainda está em pauta.
“Tudo vai acontecer no tempo certo”, disse. Por fim, Lula anunciou que
divulgará os nomes que irão compor os ministérios assim que retornar de uma
viagem que fará ao Egito.
Por Jovem Pan

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