Ministério ressaltou restrições
impostas pelo TSE
O Ministério da Defesa publicou
uma nota nesta quinta-feira, 10, informando que o relatório feito por técnicos
do Exército não descarta a possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas, como
noticiou a imprensa, o presidente eleito Lula e o Tribunal Superior Eleitoral,
logo depois da publicação do documento.
Conforme a auditoria dos
militares, também não é possível afirmar que houve irregularidades nas
máquinas. Isso porque a Corte restringiu o acesso dos técnicos do Exército ao
código-fonte dos aparelhos (que abrange mais de 17 milhões de linhas de
programação) e às bibliotecas do software das urnas.
“Em consequência dessas
constatações e de outros óbices no relatório, não é possível assegurar que os
programas executados nas urnas eletrônicas estão livres de inserções maliciosas
que alterem o seu funcionamento”, comunicou a Defesa, ao mencionar os testes
internos de funcionalidade dos aparelhos.
Segundo a Defesa, os testes de
integridade e com biometria, da forma como foram realizados, são insuficientes
para “afastar a possibilidade de influência de um código malicioso capaz de alterar
o funcionamento da votação” e fraude nas urnas.
Por isso, a Defesa solicitou à
Corte a realização de uma investigação técnica sobre o ocorrido na compilação
do código-fonte e de uma “análise minuciosa dos códigos que efetivamente foram
executados nas urnas eletrônicas”, criando-se, para esses fins, uma comissão
específica de técnicos renomados da sociedade e de técnicos representantes das
entidades fiscalizadoras.

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