Paulo Teixeira assumiu a vaga
do coach Pablo Marçal, barrado pelo Supremo Tribunal Federal
O deputado federal Paulo Teixeira
(PT-SP) apagou a publicação em que ele dizia ter sido reeleito depois de uma
“recontagem de votos” pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
Teixeira disse ter sido reeleito
depois de ‘recontagem de votos’ | Foto: Reprodução/Twitter
No mês passado, o ministro
Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, negou a candidatura do coach Pablo Marçal a deputado federal por São Paulo. Os
votos recebidos por ele foram desconsiderados, e uma nova “totalização” ou
“recontagem” foi realizada para calcular os votos dos parlamentares eleitos.
Quem se beneficiou foi Teixeira, que assumiu a vaga de Marçal.
A decisão seguirá em vigor até
que o registro da candidatura do coach seja julgado em
definitivo pelo plenário do TSE. Ele recebeu 243 mil votos como candidato a
deputado, enquanto Teixeira obteve quase 123 mil votos.
O caso
Em 14 de outubro, o TRE-SP
considerou válida a candidatura de Marçal e fez uma recontagem de votos, que
resultou na vitória do coach e na derrota de Teixeira. Mas o
petista recorreu ao TSE, e a Corte Eleitoral qualificou a candidatura de Marçal
como “irregular”.
A coligação do deputado petista
alega que Marçal havia registrado sua candidatura fora do prazo determinado
pelo TSE. Além disso, o PT afirma que o coach não apresentou
todos os documentos necessários para disputar uma vaga na Câmara.
Marçal era pré-candidato do Pros
à Presidência da República, mas deixou a disputa depois de dirigentes da sigla
terem sido destituídos do poder pela Justiça. O grupo que assumiu as rédeas do
partido cancelou a convenção que lançaria o coach como
candidato ao Planalto e anunciou o apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da
Silva (PT).
Posteriormente, Marçal alterou o
registro da candidatura presidencial para deputado federal, em substituição à
candidata Edinalva Jacinta de Almeida (Pros), que havia renunciado à disputa
pela Câmara. A mudança levou a Federação Brasil da Esperança, formada por PT,
PV e PCdoB, a contestar o registro do coach, sob a alegação de que
ele teria se registrado fora do prazo estabelecido pela lei eleitoral.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!