Eliane Cantanhêde criticou Janja
Depois de criticar o “excesso de
espaço” da futura primeira-dama, Janja, no governo de transição do presidente
eleito, Lula, a comentarista de política da GloboNews Eliane Cantanhêde
tornou-se alvo da fúria da esquerda nas redes.
A jornalista também interpelou
por que Janja esteve sentada ao lado de Lula, o vice-presidente eleito, Geraldo
Alckmin (PSB), e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, durante encontro com
aliados na semana passada, em Brasília.
“Ela estava ali sentada, mas não
é presidente do PT, líder política ou presidente de partido”, observou Eliane,
no programa Em Pauta, transmitido na sexta-feira 11. “Enfim, por
que ela estava ali? Qual era o papel da primeira-dama?”
Eliane citou a socióloga Ruth
Cardoso, ex-mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como exemplo de
primeira-dama. A jornalista ressaltou o “brilho próprio” de dona Ruth e que ela
“não tinha voz nas decisões políticas”.
“Se tinha protagonismo, era a
quatro chaves, no quarto do casal”, disse Eliane. “Já incomoda, porque Janja
vai começar a participar de reunião, dar palpite e, daqui a pouco, vai dizer
‘esse aqui vai ser ministro, esse aqui não pode’. Isso dá confusão. Se é assim
na transição, imagina quando virar primeira-dama.”
Nas redes sociais, a jornalista da GloboNews, que é crítica do presidente Jair
Bolsonaro, foi atacada pela presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi
Hoffmann. “Apavora-me o machismo incrustado na cabeça das mulheres ditas esclarecidas”,
publicou Gleisi, no Twitter. “Desprezível, a fala de Eliane Cantanhêde. Ter
opinião e participação política é direito das mulheres.”
De esquerda, o colunista do
jornal Folha de S.Paulo Thiago Amparo afirmou que “a
referência a quatro paredes dá uma análise de discurso sobre submissão”. No
Twitter, esquerdistas fizeram subir a hashtag “Respeita a
Janja, Cantanhêde”.

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