Presidente da Ucrânia anunciou
que cidade estratégica de Lyman, localizada em Donetsk, está ‘completamente
livre’
O presidente da Ucrânia, Volodymyr
Zelensky, anunciou neste domingo, 2, que a cidade estratégica de Lyman,
localizada em Donestk, um dos territórios anexados pela Rússia, está
‘completamente livre’ das tropas de Moscou. “Às
12h30 (6h30 de Brasília) Lyman está completamente livre. Obrigado aos nossos
militares”, declarou o presidente em um vídeo publicado nas redes sociais. O
anúncio vem dois sias após Vladimir Putin assinar a anexação de quatro
territórios parcialmente ocupados pela Rússia: Donetsk, Luhansk, Zaporizhiae
Kherson. Zelensky celebrou os avanços de suas tropas e afirmou que na próxima
semana “novas bandeiras ucranianas serão hasteadas no Donbass”, no leste do
país, onde o exército ucraniano está contra-atacando. Desde o começo de
setembro, a Ucrânia tem tido bons ganhos na guerra que já dura sete meses.
Durante o anúncio realizado neste domingo, o líder ucraniano enviou uma
mensagem aos soldados e autoridades da Rússia: “Enquanto não resolverem o
problema de quem começou tudo, quem desencadeou esta guerra sem sentido contra
a Ucrânia, morrerão um a um, tornando-se bodes expiatórios, porque não admitem
que esta guerra é um erro histórico para a Rússia”. No sábado, 1, as
autoridades da Ucrânia já tinham notificado sobre a conquista de Lyman. Os
russos, por outro lado, falaram que se tratava de uma retirada “linhas mais
favoráveis”. A perda de Lyman é um duro revés para Moscou.
Controlada pelos russos desde
maio, o local atua há meses como um centro de logística e transporte que ancora
as operações russas no norte da região. Sua captura é o segundo maior ganho de
Kiev desde que uma contra-ofensiva relâmpago retomou áreas da região de Kharkiv
este mês. Com as derrotas militares da Rússia, analistas temem que o presidente
Putin recorra às armas nucleares para defender seu território. Após a retirada
das forças russas de Lyman, o líder checheno Ramzan Kadírov disse que Moscou
deveria considerar o uso de armas nucleares de “baixa potência”. No campo de
batalha, com a libertação de Lyman as tropas ucranianas parecem recuperar
forças. “Estou otimista e muito motivado. Vejo a atividade na linha de frente e
os territórios que estamos recuperando”, afirmou um soldado ucraniano de 33
anos, que se identificou como “Humo”.
Por Jovem Pan
*Com informações da AFP

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