Medida começa a valer na
quinta-feira, 20, e permite reforçar o exército, aplicar toques de recolher,
limitar deslocamentos, deter estrangeiros e impor a censura militar nas
telecomunicações
O presidente da Rússia, Vladimir
Putin, declarou, nesta quarta-feira, 19, a instauração da lei marcial
nos quatro territórios ucranianos que Moscou afirma ter anexado em setembro:
Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia. “Assinei um decreto para introduzir a
lei marcial nestas quatro entidades da Federação da Rússia”, afirmou Putin na
reunião do Conselho Nacional de Segurança. Moscou anunciou
a anexação das regiões após referendos organizados no fim de setembro e
condenados pela comunidade internacional. O líder anunciou a media em uma
reunião de seu Conselho de Segurança exibida pela televisão e entra em vigor
nesta quinta-feira, 20. A lei marcial russa permite reforçar o exército,
aplicar toques de recolher, limitar deslocamentos, impor a censura militar nas
telecomunicações, proibir reuniões públicas e deter estrangeiros, entre outras
medidas. De acordo com o decreto, o governo russo deve apresentar no prazo de
três dias as medidas concretas que serão aplicadas nestes territórios.
O decreto também determina um
reforço da segurança em outros territórios russos e coloca em “regime de reação
de nível médio” a península da Crimeia,
anexada em 2014, assim como as regiões de Krasnodar, Belgorod, Briansk,
Voronezh, Kursk e Rostov, todas próximas da Ucrânia. Este regime permite a
transferência de moradores para “zonas seguras”, a introdução de postos de
controle nas entradas e saídas das regiões, assim como um reforço da segurança
das infraestruturas. No distrito federal central, onde fica Moscou, também é
instaurado um regime de “alerta reforçado”, segundo um decreto.
O presidente russo fez a revelação da lei marcial em um momento de avanço
das tropas ucranianas nos territórios controlados por Moscou e um dia depois do
comandante do Exército admitir que as tropas russas estão em situação
complicada e tensa. “A situação na zona da operação militar especial pode ser
descrita como tensa. O inimigo não desiste de suas tentativas de atacar as
posições das forças russas”, disse Serguei Surovikin. “A situação é complicada.
O inimigo está lançando intencionalmente ataques a infraestruturas e edifícios
residenciais em Kherson”, acrescentou.
Putin acusa a Ucrânia de
recorrer a ‘métodos terroristas’. “Estão enviando grupos de sabotadores ao
nosso território”, disse, acrescentando que “o regime de Kiev se nega a
reconhecer a vontade da população, rejeita qualquer proposta de negociação, os
disparos continuam e há civis morrendo”, afirmou o chefe de Estado russo, de 70
anos. Ele afirmou que Moscou impediu outros ataques depois do registrado na
ponte da Crimeia, “incluindo um contra nossas instalações de energia nuclear”.
Por Jovem Pan
*Com informações da AFP

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