Resultado foi comemorado pelo
diretor da organização que afirmou que um governo como de maduro não deve ter
cadeira no máximo órgão de direitos; países representam América Latina e Caribe
e ficam até 2025
Chile e Costa Rica são
os novos representantes da América
Latina no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Na votação
realizada nesta terça-feira, 11, na Assembleia Geral das Nações Unidas, que
definiu os 14 novos membros do órgão para o período de 2023 a 2025, a
candidatura chilena recebeu 144 votos e a costarriquenha obteve 134. Com o
resultado, os países desbancaram a Venezuela que tentava a reeleição. Ambos os
países ingressarão em janeiro do ano que vem no Conselho, que é composto de 47
integrantes, e se juntarão aos também latino-americanos Argentina, Bolívia,
Cuba, Honduras, México e Paraguai. O diretor para a ONU da Human Rights Watch
(HRW), Louis Charbonneau, comemorou que a Assembleia Geral tenha “fechado a
porta” para a Venezuela e relembrou que existem provas de que Maduro e outros
funcionários do alto escalão do Executivo podem ser responsáveis por crimes
contra a humanidade. “Um governo que enfrenta esse tipo de acusações não deve
ter cadeira no máximo órgão de direitos da ONU”, disse o representante da ONG
após a votação.
A Venezuela,
que estava atualmente no Conselho, buscava a reeleição, enquanto diversos
grupos de defesa dos direitos humanos faziam campanha contra o país, devido ao
histórico de repressão do governo presidido por Nicolás Maduro. Em setembro, a
Missão Internacional Independente das Nações Unidas para a Venezuela acusou os
órgãos de inteligência civil e militar do país (Sebin e Dgcim, respectivamente)
do cometimento de crimes de lesa humanidade para reprimir a oposição política,
através de abusos ordenados “do mais alto escalão”. Em um relatório, os
especialistas descreveram, entre outras coisas, a tortura e os maus-tratos
sofridos por dezenas de pessoas nos centros de detenção da inteligência
venezuelana. Além disso, o próprio Conselho de Direitos Humanos aprovou na
semana passada, com a oposição do governo de Maduro, continuar investigando e
documentando as violações no país.
No grupo da Ásia e Pacífico, os
eleitos foram: Bangladesh, Quirguistão, Maldivas e Vietnã. Afeganistão – cujo
assento na ONU segue nas mãos do governo derrubado pelos talibãs – e Coreia do
Sul – que também buscava a reeleição – não conseguiram o assento. “É um quadro
misto. A saída da Coreia é uma surpresa bastante negativa, mas as democracias
liberais ficarão aliviadas com a saída da Venezuela”, disse Olaf Wientzek,
diretor do escritório de Genebra da Fundação Konrad Adenauer da Alemanha. A
candidatura vietnamita era uma das mais questionadas pelos grupos de defesa dos
direitos humanos, que denuncia a supressão no país de direitos básicos civis e
políticos. As organizações também se opuseram ao voto no Afeganistão, onde as
violações dos direitos das mulheres e das crianças são sistemáticas. No
restante dos blocos regionais as candidaturas foram apresentadas sem oposição,
com a votação sendo, praticamente, um trâmite protocolar. Na África, foram
escolhidos África do Sul, Argélia, Marrocos e Sudão; no Leste Europeu, Geórgia
e Romênia; e na Europa Ocidental, Alemanha e Bélgica. O Conselho de Direitos
Humanos foi criado em 2006, substituindo a Comissão de Direitos Humanos,
extinta após 60 anos de trabalhos, pela crise de legitimidade que se tornou
pivô, após decisões vistas como parciais, politizadas e desequilibradas.
Por Jovem Pan
*Com informações da EFE e
Reuters

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