Campanha de Bolsonaro quer apagar publicações falsas de 35 perfis | Rio das Ostras Jornal

Campanha de Bolsonaro quer apagar publicações falsas de 35 perfis

A defesa do chefe do Executivo ainda lembrou que conteúdos 
parecidos foram apagados por decisão de Moraes 
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em ação no TSE, os nomes do deputado federal André Janones e da jornalista Patrícia Lélis são citados

A campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, protocolou nesta terça-feira, 18, uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra 35 perfis que o associam à pedofilia. A informação foi divulgada pelo assessor-chefe da assessoria especial de Bolsonaro, João Henrique de Freitas.

Entre os perfis, estão os deputados federais André Janones (Avante-MG), Marcelo Freixo (PSB-RJ) e Tabata Amaral (PSB-SP); o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT); a mulher do ex-presidente Lula (PT), a Janja; os deputados federais eleitos Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (Psol); influenciadores digitais, como Felipe Neto; a jornalista Patrícia Lélis; a chefe de cozinha Paola Carosella; e o veículo jornalístico Mídia Ninja, entre outros.

A campanha do presidente solicita que os conteúdos sejam apagados em até 24 horas e que os perfis não façam novas publicações com teor parecido. Conforme diz a defesa de Bolsonaro, foram usados trechos “gravemente distorcidos e descontextualizados de uma fala do presidente, e as publicações configuram graves veiculações de informações falsas”, para manipular o eleitorado.

 “As postagens se descolam completamente da realidade”, argumentou a campanha de Bolsonaro. “Assim, usaram recortes e encadeamentos inexistentes de falas gravemente descontextualizadas do representante, com o intuito de transmitir a falsa e absurda ideia de que ele seria ‘pedófilo’ e estaria desrespeitando a legislação pátria e os costumes do povo brasileiro.”

A defesa do presidente lembrou que conteúdos parecidos, publicados pela coligação de Lula e pela presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, foram apagados por determinação do ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE.

No domingo 16, o presidente da Corte Eleitoral determinou a remoção de vídeos postados por perfis da campanha de Lula nas redes sociais que reproduziram a fala do presidente sobre meninas venezuelanas.

“O contexto evidencia a divulgação de fato inverídico e descontextualizado”, sustentou Moraes. “Não pode ser tolerada pelo TSE, notadamente por se tratar de notícia falsa, divulgada no segundo turno da eleição presidencial. A divulgação tem aparente finalidade de vincular a figura de Bolsonaro ao cometimento de crime sexual.”

Redação Oeste

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