Em ação no TSE, os nomes do
deputado federal André Janones e da jornalista Patrícia Lélis são citados
A campanha do presidente Jair
Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, protocolou nesta terça-feira, 18, uma
ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra 35 perfis que o associam à pedofilia. A informação foi divulgada pelo
assessor-chefe da assessoria especial de Bolsonaro, João Henrique de Freitas.
Entre os perfis, estão os
deputados federais André Janones (Avante-MG), Marcelo Freixo (PSB-RJ) e Tabata
Amaral (PSB-SP); o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT); a
mulher do ex-presidente Lula (PT), a Janja; os deputados federais eleitos
Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (Psol); influenciadores digitais, como
Felipe Neto; a jornalista Patrícia Lélis; a chefe de cozinha Paola Carosella; e
o veículo jornalístico Mídia Ninja, entre outros.
A campanha do presidente solicita
que os conteúdos sejam apagados em até 24 horas e que os perfis não façam novas
publicações com teor parecido. Conforme diz a defesa de Bolsonaro, foram usados
trechos “gravemente distorcidos e descontextualizados de uma fala do
presidente, e as publicações configuram graves veiculações de informações
falsas”, para manipular o eleitorado.
“As postagens se descolam completamente da
realidade”, argumentou a campanha de Bolsonaro. “Assim, usaram recortes e
encadeamentos inexistentes de falas gravemente descontextualizadas do
representante, com o intuito de transmitir a falsa e absurda ideia de que ele
seria ‘pedófilo’ e estaria desrespeitando a legislação pátria e os costumes do
povo brasileiro.”
A defesa do presidente lembrou
que conteúdos parecidos, publicados pela coligação de Lula e pela presidente
nacional do partido, Gleisi Hoffmann, foram apagados por determinação do
ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE.
No domingo 16, o presidente da
Corte Eleitoral determinou a remoção de vídeos postados por perfis da campanha
de Lula nas redes sociais que reproduziram a fala do presidente sobre meninas
venezuelanas.
“O contexto evidencia a
divulgação de fato inverídico e descontextualizado”, sustentou Moraes. “Não
pode ser tolerada pelo TSE, notadamente por se tratar de notícia falsa,
divulgada no segundo turno da eleição presidencial. A divulgação tem aparente
finalidade de vincular a figura de Bolsonaro ao cometimento de crime sexual.”

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