O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) polarizaram a disputa presidencial das eleições de 2022. Montagem de fotos: Reprodução/Twitter/@LulaOficial e Reprodução/Flickr/Palácio do Planalto
Atual presidente consegue apoio
no Distrito Federal, em Goiás e no Paraná; senadora fala em defesa da
democracia ao justificar voto no petista
Três dias após o primeiro turno
das eleições de
2022, novas movimentações políticas marcam o cenário eleitoral. Nesta
quarta-feira, 5, o presidente Jair Bolsonaro (PL),
por exemplo, recebeu manifestações públicas de apoio de mais dois governadores.
Logo no início do dia, Ibaneis
Rocha (MDB-DF), reeleito em primeiro turno no Distrito Federal oficializou sua
aliança com o atual mandatário do país, durante coletiva de imprensa em
Brasília, quando prometeu mobilizar esforços na campanha. “É um apoio que vai
de coração, e vamos correr as ruas do Distrito Federal junto com a população,
em especial a população mais carente da nossa cidade, para que a gente consiga
os votos pra reeleger o presidente Jair Messias Bolsonaro. Pode contar conosco,
essa parceria é uma parceria efetiva e vamos trabalhar muito para reeleger o
senhor”, disse Ibaneis ao chefe do Executivo federal.
Horas depois, quem também
oficializou apoio a Bolsonaro foi Ratinho Júnior (PSD),
governador também reeleito ao Paraná. Em seu pronunciamento, ele
defendeu o governo atual pelos valores cristãos e prometeu liderar mais de 70%
dos prefeitos de seu Estado na campanha pela reeleição do presidente.
“Já fiz contatos com algumas lideranças nossas, já estamos fazendo levantamento
regional que estão na campanha do presidente e vão entrar com mais força.
Fizemos contato com lideranças religiosas, tanto do campo evangélico quanto do
campo católico, para fazer um grande evento aos que entendem que esse governo
defende a família e os valores cristãos, que vão valores fundamentais. O
governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) também explicitou sua
preferência pela continuidade do atual governo federal em conversa com
prefeitos goianos. De acordo com a assessoria do mandatário, a expectativa é de
que ele se encontre com Bolsonaro na quinta-feira, 6, para formalizar o apoio.
O presidente já havia recebido apoio de Romeu Zema, Cláudio Castro, Sergio Moro
e Rodrigo Garcia nesta terça-feira.
Em contrapartida, o ex-presidente
Lula recebeu apoio do governador Helder Barbalho (MDB), do Pará; do
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB); e da senadora Simone Tebet
(MDB), então candidata da terceira via no primeiro turno das eleições. No Twitter,
o petista
agradeceu o apoio do governador reeleito para o segundo turno. “Agradeço
seu apoio neste segundo turno. Vamos juntos pelo bem do Pará e do Brasil”,
escreveu Lula, quando também compartilhou uma foto ao lado do político. O anúncio
do ex-presidente FHC também foi pela rede social, em uma declaração sucinta
junto com duas fotos, uma antiga e outra mais recente, que mostram os
políticos. “Neste segundo turno voto por uma história de luta pela democracia e
inclusão social. Voto em Luiz Inácio Lula da Silva”, escreveu, se unindo aos
tucanos José Serra, Tasso Jereissati e José Aníbal, que também
manifestaram apoio a Lula.
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A manifestação de Tebet, por sua
vez, aconteceu em coletiva de imprensa, quando ela fez uma manifesto à
população, reconhecendo
críticas feitas ao ex-presidente, mas negando uma postura de neutralidade para
a segunda etapa do pleito. “Minha consciência me diz que omitir-me seria trair
minha trajetória de vida pública”, afirmou a senadora, que enumerou propostas
apresentadas e justificou a escolha falando em defesa da democracia.
“Depositarei nele [Lula] o meu voto, porque reconheço o seu compromisso com a
democracia e a Constituição, o que desconheço no atual presidente”. Entre as
propostas apresentadas estão: ajudar municípios a zerar filas na educação
infantil e implementar o Ensino Médio técnico; zerar filas geradas na saúde
pela pandemia; resolver o problema de endividamento das famílias; sancionar lei
de igualdade salarial entre homens e mulheres; e um quadro ministerial que seja
plural.
Por Jovem Pan

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