Presidente do Tribunal Superior
Eleitoral alegou que a fiscalização dos institutos é uma função da Justiça
Eleitoral e proibiu a continuidade das investigações
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
ministro Alexandre
de Moraes, suspendeu a investigação sobre os institutos de pesquisa. A
decisão de Moraes saiu no fim da noite, sendo tomada através de ofício, ou
seja, sem que a Justiça tenha sido acionada. O presidente do TSE proibiu
o Cade e
a Polícia Federal (PF)
de investigarem as empresas responsáveis pela realização de levantamentos de
intenção de votos. A determinação veio poucas horas após o Cade e a PF terem
determinado as apurações contra os institutos. Ao vetar as investigações,
Moraes disse que compete à Justiça Eleitoral a fiscalização do órgãos. O
ministro argumenta que as deliberações do Ministério da Justiça e do Cade por
“supostas infrações alusivas aos institutos de pesquisa constituem evidente
usurpação da competência o TSE de vela pela higidez do processo eleitoral”.
No pedido de investigação contra
a empresas, o presidente do Cade, Alexandre Cordeiro, afirmou que a
discrepância entre pesquisas e resultados é “tão grande que verificam-se
indícios de que os erros não sejam casuísticos e sim intencionais por meio de
uma ação orquestrada do institutos de pesquisa na forma de cartel para manipular
em conjunto o mercado e, em última instância, as eleições”. Ao proibir o
andamento dos inquéritos da PF e do Cade, Moraes alegou ainda que as duas
investigações, além de usurpar as funções da Justiça Eleitoral, “parecem
demonstrar a intenção de satisfazer a vontade eleitoral” do Chefe do Executivo,
no caso, Jair
Bolsonaro (PL).
Confira a reportagem na
íntegra:
Por Jovem Pan
*Com informações do repórter
Paulo Edson Fiore

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