Militar que fazia parte de
colegiado de fiscalização das máquinas supostamente divulgou 'fake
news' sobre os aparelhos
O Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) excluiu de um grupo de fiscalização do processo eleitoral o
coronel do Exército Ricardo Sant’Anna nesta segunda-feira, 8. O militar teria
divulgado “fake news” sobre as urnas eletrônicas nas redes.
O ofício é assinado pelo
presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luiz Edson Fachin, e pelo
vice-presidente da Corte, Alexandre de Moraes. Publicada pelo portal G1,
a informação foi confirmada pela Revista Oeste.
“Conquanto partidos e agentes
políticos tenham o direito de atuar como fiscais, a posição de avaliador da
conformidade de sistemas e equipamentos não deve ser ocupada por aqueles que
negam prima facie o sistema eleitoral brasileiro e circulam
desinformação a seu respeito”, informou a papelada. “Tais condutas, para além
de sofrer reprimendas normativas, têm sido coibidas pelo TSE através de
reiterados precedentes jurisprudenciais.”
A papelada comunica que a função
de fiscalização do processo eleitoral tem de ser “exercida por aqueles que
funcionam como terceiros capazes de gozar de confiança da Corte e da sociedade,
mostrando-se publicamente imbuídos dos nobres propósitos de aperfeiçoamento do
sistema eleitoral da democracia”.
Na nota encaminhada ao Ministério
da Defesa, o TSE dá a oportunidade de a pasta substituir o coronel no grupo de
fiscalização das urnas eletrônicas.
Coronel criticou urnas
eletrônicas nas redes sociais
Em publicações na internet, o
coronel levantou dúvidas sobre as pesquisas eleitorais, que mostram o
ex-presidente Lula liderando a disputa pelo Palácio do Planalto. Além disso, o
militar divulgou posts interpelando por que apenas Brasil, Butão e Bangladesh
usam o sistema 100% eletrônico.

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