Candidato também defendeu o
trabalho da polícia em prender criminosos
Em um aceno para o eleitorado de
direita, o candidato ao governo do Rio de Janeiro Marcelo Freixo (PSB-RJ)
afirmou ser contra a legalização das drogas. A fala ocorreu nesta quarta-feira,
17, durante uma entrevista a TV Record Rio. A pauta é uma bandeira histórica na
trajetória política do deputado federal.
Quando questionado sobre as
drogas e sobre a redução da maioridade penal, Freixo afirmou: “Não sou mais a
favor. Sou contra a tudo que possa dividir a sociedade brasileira. Precisamos
criar empregos, garantir saúde e fazer um policiamento preventivo”.
Além disso, o parlamentar também
defendeu o trabalho da polícia em prender criminosos. “Precisamos avançar em
dois braços. Um é o efetivo da polícia, para colocar bandido na cadeia. Estou
falando de miliciano, traficante e político corrupto também”, explicou. “E,
mais do que isso, quero o braço social. Tem que ter esporte, psicólogo,
assistente, para a mãe poder levar o filho e permitir prosperidade, uma chance
para essa juventude.”
Freixo nunca escondeu a
preferência em legalizar os entorpecentes. Nas redes sociais é possível
encontrar vídeos do candidato defendendo a descriminalização das drogas, como
está abaixo.
O eleitorado conservador é contra
a legalização das drogas. Agora, Freixo busca conquistar a aparência de
político moderado para atrair esse público para si. O foco da campanha do
parlamentar tem sido acabar com a rejeição entre evangélicos, policiais e
empresários.
‘Ir à igreja não é pecado’
Em entrevista, hoje, ao
jornal O Globo, Freixo foi interpelado sobre suas recentes
aparições em cultos na Assembleia de Deus de Madureira, uma vez que,
anteriormente, ele não frequentava esses lugares. “Primeiro que ir à igreja não
é pecado”, respondeu o parlamentar. “É fundamental dialogar com as igrejas para
criar uma relação com a juventude nos territórios desiguais.”
Conforme Freixo, a igreja é que
faz as pessoas pararem de beber, de praticar violência doméstica, entre outros.
“Essa experiência positiva da igreja a gente quer”, explicou. O candidato ainda
observou que a esquerda é muito próxima da Igreja Católica Apostólica Romana, e
não dos evangélicos.
“A esquerda não conseguiu
acompanhar o crescimento das igrejas evangélicas, que possuem uma relação
direta com o abandono do poder público e a desigualdade social”, disse.
“Devemos buscar aquilo que temos em comum, e não as coisas idênticas.”
Tá rolando uma petição pra pressionar o STF a votar contra a criminalização do uso pessoal de drogas. É um debate muito sério. A guerra às drogas gera guerra em lugares mais pobres, a superlotação de prisões, aumento de homicídio e morte de policiais. Pressione: droga pic.twitter.com/iUdcgYahzk
— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) October 13, 2019

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