Em aceno para a direita, Freixo afirma não ser mais a favor de legalização das drogas | Rio das Ostras Jornal

Em aceno para a direita, Freixo afirma não ser mais a favor de legalização das drogas

Marcelo Freixo (PSB), candidato ao governo do Rio de Janeiro,
 ao lado de sua mulher, Antonia Freixo, durante uma missa 
Foto: Redes sociais

Candidato também defendeu o trabalho da polícia em prender criminosos

Em um aceno para o eleitorado de direita, o candidato ao governo do Rio de Janeiro Marcelo Freixo (PSB-RJ) afirmou ser contra a legalização das drogas. A fala ocorreu nesta quarta-feira, 17, durante uma entrevista a TV Record Rio. A pauta é uma bandeira histórica na trajetória política do deputado federal.

Quando questionado sobre as drogas e sobre a redução da maioridade penal, Freixo afirmou: “Não sou mais a favor. Sou contra a tudo que possa dividir a sociedade brasileira. Precisamos criar empregos, garantir saúde e fazer um policiamento preventivo”.

Além disso, o parlamentar também defendeu o trabalho da polícia em prender criminosos. “Precisamos avançar em dois braços. Um é o efetivo da polícia, para colocar bandido na cadeia. Estou falando de miliciano, traficante e político corrupto também”, explicou. “E, mais do que isso, quero o braço social. Tem que ter esporte, psicólogo, assistente, para a mãe poder levar o filho e permitir prosperidade, uma chance para essa juventude.”

Freixo nunca escondeu a preferência em legalizar os entorpecentes. Nas redes sociais é possível encontrar vídeos do candidato defendendo a descriminalização das drogas, como está abaixo.

O eleitorado conservador é contra a legalização das drogas. Agora, Freixo busca conquistar a aparência de político moderado para atrair esse público para si. O foco da campanha do parlamentar tem sido acabar com a rejeição entre evangélicos, policiais e empresários.

‘Ir à igreja não é pecado’

Em entrevista, hoje, ao jornal O Globo, Freixo foi interpelado sobre suas recentes aparições em cultos na Assembleia de Deus de Madureira, uma vez que, anteriormente, ele não frequentava esses lugares. “Primeiro que ir à igreja não é pecado”, respondeu o parlamentar. “É fundamental dialogar com as igrejas para criar uma relação com a juventude nos territórios desiguais.”

Conforme Freixo, a igreja é que faz as pessoas pararem de beber, de praticar violência doméstica, entre outros. “Essa experiência positiva da igreja a gente quer”, explicou. O candidato ainda observou que a esquerda é muito próxima da Igreja Católica Apostólica Romana, e não dos evangélicos.

“A esquerda não conseguiu acompanhar o crescimento das igrejas evangélicas, que possuem uma relação direta com o abandono do poder público e a desigualdade social”, disse. “Devemos buscar aquilo que temos em comum, e não as coisas idênticas.”

Rute Moraes

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