Irmã do líder norte-coreano fez
diversas críticas ao país vizinho e à proposta de desnuclearização
A irmã do líder norte-coreano,
Kim Yo-Jong, rejeitou categoricamente nesta sexta-feira, 19, a oferta de ajuda
econômica em troca de desarmamento proposta esta semana pelo presidente
sul-coreano, Yoon Suk-Yeol, a quem desqualificou e cuja proposta
chamou de “absurda”. “Mesmo antes de ponderar a ‘política em relação ao Norte’
das autoridades sul-coreanas, podemos dizer que não gostamos do próprio Yoon
Suk-Yeol”, escreveu a irmã de Kim Jong-un em
comunicado publicado hoje pela agência de notícias “KCNA”. Kim Yo-jong,
vice-diretora do departamento de propaganda do partido único da Coreia do Norte,
disse ainda que o regime nunca “se sentará frente a frente com ele” qualquer
que seja a oferta que faça. As palavras da irmã do líder norte-coreano são
divulgadas quatro dias depois de Yoon Suk-Yeol propor um plano de assistência
econômica que ele mesmo descreveu como ousado e que prometia à Coreia do Norte
um programa faseado de assistência alimentar, apoio econômico e investimento em
infraestrutura caso o regime optasse pela desnuclearização.
“Cães, sejam filhotes ou adultos,
sempre latem, e o mesmo pode ser dito sobre aquele que detém o título de
‘presidente'”, declarou Kim Yo-jong sobre Yoon, cujo plano considerou idêntico
ao proposto por Lee Myung-Bak, ex-presidente conservadora da Coreia do Sul que
governou de 2008 a 2013. Após a reaproximação entre Pyongyang, Seul e
Washington entre 2018 e 2019 durante o mandato do liberal Moon Jae-in em Seul,
Kim Yo-jong pareceu garantir hoje que nenhuma situação semelhante se repetirá
sob o atual governo conservador do Sul. “O malandro que fala de um ‘plano
ousado’ hoje e organiza exercícios militares contra o Norte no dia seguinte não
é outro senão o ‘gênio’ de Yoon Suk-yeol”, criticou Kim, referindo-se aos
exercícios conjuntos que serão retomados por Washington e Seul em território
sul-coreano na próxima segunda-feira, pela primeira vez desde 2018.
Após o fracasso da cúpula de
Hanói em 2019 e com Pyongyang completamente isolado do exterior desde o início
da pandemia, o regime embarcou em um plano de modernização de armas ao qual os
aliados estão respondendo com planos para aumentar a implantação de ativos
militares na península. Pyongyang também completou os preparativos para seu
primeiro teste nuclear em cinco anos, e Seul e Washington reafirmaram nesta
semana sua intenção de responder enviando recursos estratégicos dos EUA para a
região caso o Exército norte-coreano realize o teste.
Por Jovem Pan
*Com informações da EFE

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