Devido à caça intensa, o tigre da
Tasmânia foi oficialmente exterminado na década de 1980
Uma equipe de cientistas da Colossal Biosciences, empresa
norte-americana de biotecnologia, está planejando ressuscitar o tigre da
Tasmânia (Thylacinus cynocephalus), que entrou em extinção na década de
1930.
Quando ainda vivo, o animal
costumava ser um dos maiores predadores a habitar a Austrália e a
Ilha de Nova Guiné há mais de 2 mil anos. Devido à caça intensa, o tigre da
Tasmânia começou a desaparecer. O último sobrevivente morreu em 1936, no
Zoológico de Beaumaris, na Tasmânia. A espécie foi declarada oficialmente
extinta na década de 1980.
Para a restauração, a equipe de
cientistas sequenciou o genoma do Thylacinos. Graças aos avanços
nos estudos de genética e ao surgimento de novas tecnologias, o laboratório
promete trazer o marsupial através de um DNA antigo e preservado, com base na
reprodução artificial.
“A tecnologia e os principais aprendizados
deste projeto também influenciarão a próxima geração de esforços de conservação
de marsupiais”, afirma Andrew Pask, biólogo especialista em tigre da Tasmânia,
que vai liderar o time de pesquisa.
O experimento consiste em coletar
células-tronco de uma espécie viva com DNA próximo ao do tigre extinto. Depois
desse procedimento, a equipe vai transformar o material em um embrião, que será
transferido para um útero artificial ou de animais geneticamente parecidos.
O chefe-executivo da empresa
Colossal Biosciences acredita que o animal pode voltar à vida em menos de seis
anos. Já Andrew Pask estima que os primeiros filhotes do projeto devem nascer
em dez anos. “Nós não temos escolha. Se perdermos 50% da biodiversidade da Terra,
nós mesmos estraremos em extinção nos próximos 50 a cem anos”, alertou o
geneticista, durante entrevista para o jornal britânico The Guardian.

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