Ministra do STF foi sorteada e
deverá encaminhar pedidos da oposição à Procuradoria-Geral da República
O Supremo Tribunal Federal (STF)
vai encaminhar à Procuradoria-Geral da República os pedidos de investigação
feitos pela oposição contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), depois das críticas contra o
sistema eleitoral do país. Nesta quarta-feira, 20, a ministra
Rosa Weber foi escolhida, por sorteio, para relatar a solicitação dos
parlamentares.
Na segunda-feira 18, o presidente
se reuniu com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada, em Brasília.
Ele externou preocupação com as urnas eletrônicas e reiterou críticas ao TSE
pela resistência ao diálogo com as Forças Armadas sobre a segurança do pleito
deste ano.
O discurso gerou forte
repercussão, e, na terça-feira 19, deputados da oposição pediram ao STF que
investigue se as falas de Bolsonaro configuram improbidade administrativa,
abuso de poder político e econômico, crime contra o Estado Democrático e
propaganda eleitoral antecipada.
Nesta quarta-feira, o Supremo designou a ministra
Rosa Weber como relatora do caso, e ela deve encaminhar a demanda para
a PGR decidir se pede a instauração de uma investigação formal, uma vez que o
presidente tem foro privilegiado.
A representação foi assinada
pelos seguintes deputados:
- Alencar Santana (PT-SP)
- Reginaldo Lopes (PT-MG)
- Sâmia Bomfim (Psol-SP)
- Renildo Calheiros (PCdoB-PE)
- Joênia Wapichana (Rede-RR)
- Wolney Queiroz (PDT-PE)
- Bira do Pindaré (PSB-MA)
- Bacelar (PV-BA)
- Afonso Florence (PT-SP)

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