Bolsonaro foi atacado por
adversários depois de levantar dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas
Pré-candidatos ao Palácio do
Planalto atacaram o presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira, 19, em virtude
das críticas do chefe do Executivo às urnas eletrônicas. No passado, contudo,
esses personagens repetiram Bolsonaro. A seguir, acompanhe a seleção realizada
pela Revista Oeste:
Lula
“É uma pena que o Brasil não
tenha um presidente que chame 50 embaixadores para falar sobre algo que
interesse ao país”, escreveu o petista. “Emprego, desenvolvimento ou combate à
fome, por exemplo. Ao invés disso, conta mentiras contra nossa democracia.”
Em 6 de junho de 2002, meses
antes da eleição presidencial, Lula pôs as urnas eletrônicas em xeque. “Nada
é infalível, só Deus”, disse. “Vamos pegar o que aconteceu aqui, quantas
denúncias já foram feitas de defunto que vota, de cidades que têm mais eleitores
do que habitantes.” Para ele, dado esse histórico, “não sabemos se a urna pode
ser manipulada ou não”.
É uma pena que o Brasil não tenha um presidente que chame 50 embaixadores para falar sobre algo que interesse ao país. Emprego, desenvolvimento ou combate à fome, por exemplo. Ao invés disso, conta mentiras contra nossa democracia.
— Lula (@LulaOficial) July 18, 2022
Simone Tebet
A senadora Simone Tebet (MDB-MS)
também se pronunciou nas redes sociais. “O Brasil passa vergonha diante do
mundo”, escreveu a parlamentar. “O presidente convocou embaixadores e utilizou
de meios oficiais e públicos para desacreditar mais uma vez o sistema eleitoral
brasileiro. Reforço minha confiança na Justiça Eleitoral e no sistema de
votação por urnas eletrônicas.”
Há sete anos, no entanto, a
congressista defendeu a impressão do comprovante do voto. Tebet apoiou a
derrubada do veto da então presidente, Dilma Rousseff, ao voto auditável.
“Será que o meu voto depositado na urna, depois de processado, se concretiza?”,
questionou, em uma entrevista. “Então, para que o eleitor tenha tranquilidade,
e ele possa saber que a partir de 2016 e 2018 ele vai ter a comprovação, nós
optamos por derrubar o veto de Dilma.”
O Brasil passa vergonha diante do mundo. O presidente convocou embaixadores e utilizou de meios oficiais e públicos para desacreditar mais uma vez o sistema eleitoral brasileiro. Reforço minha confiança na Justiça Eleitoral e no sistema de votação por urnas eletrônicas. +
— Simone Tebet (@simonetebetbr) July 18, 2022
Ciro Gomes
O ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE)
também entrou no rol dos que atacaram Bolsonaro. Segundo o pedetista, o
presidente “cometeu vários crimes de responsabilidade”. “Temos de buscar
instrumentos legais para retirá-lo do cargo”, publicou Ciro.
Nunca, em toda história moderna, o presidente de um importante país democrático convocou o corpo diplomático para proferir ameaças contra a democracia e desfilar mentiras tentando atingir o Poder Judiciário e o sistema eleitoral.
— Ciro Gomes (@cirogomes) July 18, 2022
Há um ano, Ciro defendeu a adoção
do voto auditável para “aperfeiçoar a urna eletrônica”. “Qual o
problema em tornar um sistema, que já é bom, em um sistema melhor?”

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