Serão 100 vagas para a capital gaúcha, que recebe o curso gratuito
pela primeira vez, e outras 100 irão atender moradoras da comunidade carioca
Morro dos Prazeres
Programa apoia mulheres no desenvolvimento pessoal e de seu próprio negócio. No ano passado, 75 concluíram a jornada e alcançaram uma média 15% maior de lucratividade em suas atividades
A Fundação Casas Bahia, responsável pelas ações sociais da Via (dona da marca), e o Instituto Dona de Si, liderado pela atriz e escritora, Suzana Pires, renovaram sua parceria para ofertar 200 novas vagas do curso de formação de mulheres empreendedoras.
Com o dobro do número de vagas, o
curso deste ano será oferecido na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e, pela
primeira vez, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. As inscrições poderão ser
realizadas pelo site entre os dias 12 e 22 de julho. Totalmente online, o
curso, será realizado entre agosto e dezembro deste ano.
No Rio de Janeiro, a formação
será exclusiva para moradoras do Morro dos Prazeres, comunidade que fica na
zona Sul carioca. Já em Porto Alegre, a qualificação está aberta para quem
reside na região metropolitana da cidade. O curso é voltado para mulheres
microempreendedoras informais ou que tenham a vontade de abrir seu próprio
negócio.
Através da Jornada
Transformadora, o Dona de Si desenvolve um programa de formação online em
empreendedorismo e aceleração de negócios. A trilha de conhecimento inclui
desenvolvimento pessoal, autoestima e empoderamento feminino; gestão de
negócios e organização financeira; comunicação e marketing; liderança e gestão
de crises; dicas de investimento, tributação, direitos; empatia e autocuidado;
inteligência emocional e aulas práticas de geração de renda.
Na cidade do Rio de Janeiro, as
atividades também envolvem uma parceria com a Secretaria Municipal da Mulher
para formalização do MEI e com a ONG Justiceiras, entidade que dá suporte
jurídico, médico e psicológico para mulheres vítimas de violência.
De acordo com Suzana Pires, o
projeto foi pensado a partir de um amplo espectro que envolve a mulher, desde
ao fato de a maior parte delas serem chefes de família até a necessidade de
resgate de sua autoestima. “É a jornada da mulher. Estamos qualificando, mas
sem esquecer do seu lado humano e emocional, muitas vezes fragilizados pelas
dificuldades que enfrentam no dia a dia”, afirma.
Os resultados do programa têm
sido positivos. Apenas no ano passado, 75 mulheres concluíram a jornada e
tiveram, em média, um crescimento de 15% nos ganhos com seus negócios. Cerca de
80% dessas participantes se declararam pretas ou pardas.
De acordo com Natália Menezes,
gerente da Fundação Casas Bahia, ao final do curso, ainda é realizado o Prêmio
Dona de Si que reconhecerá financeiramente 40 empreendedoras participantes da
formação, sendo 20 em Porto Alegre e 20 no Rio de Janeiro. “É um incentivo que
damos para elas seguirem acreditando em seu potencial. Queremos cada vez mais
que nossas iniciativas sejam em prol da inclusão econômica e do empoderamento
feminino e, por isso, abraçamos a causa do Instituto Dona de Si para estimular
a autoconfiança e apoiar essas mulheres em seus negócios”, afirma a
gestora.
O prêmio, segundo Suzana Pires,
também reconhece a jornada dessas mulheres. “É um prêmio diferente porque elas
não concorrem entre si e, sim com elas mesmas, ou seja, estamos reconhecendo a
jornada de superação de cada uma delas, com suas histórias de vida,
dificuldades e desafios”, explica Suzana.
Virada de vida
A empreendedora de Miguel Pereira
(RJ), Ana Cláudia Rosa é proprietária do Tok Sutil, onde produz artesanatos com
tecido africano. O começo não foi fácil, ela produzia acessórios com tecidos
comuns, mas só se encontrou ao utilizar tecidos africanos.
Mãe de uma menina de 10 anos, Ana
conta que a filha foi uma das razões para ela começar no artesanato. Hoje,
participa de feiras, faz parte da rota Afro, no Vale do Café, e tem um estande
no Espaço do Artesão, na sua cidade.
Ao saber do curso do Instituto
Dona de Si, Ana Cláudia viu uma oportunidade de se profissionalizar, mas além
do conhecimento técnico, ganhou desenvolvimento pessoal, o que para ela
representa uma virada de vida. “Poderia ser um simples curso, mas mudou a minha
vida. Hoje me considero outra pessoa. Com a ajuda do curso, comecei a acreditar
mais em mim e conheci pessoas que também acreditaram no meu trabalho. E é muito
mais fácil caminhar de mãos dadas do que ficar sozinha”, afirma.

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