Achado tem 2 mil anos
A cabeça de uma estátua de
Hércules foi encontrada no fundo do Mar Egeu, entre a Grécia e a Turquia. A
parte do corpo do deus grego surgiu quando uma equipe de arqueólogos estava
examinando a carcaça de um navio naufragado durante uma expedição, entre 23 de
maio e 15 de junho deste ano.
“Isso é o que há de mais
fascinante na arqueologia”, disse Lorenz Baumer, professor de arqueologia da
Universidade de Genebra e um dos líderes do projeto, em entrevista publicada no
jornal The New York Times, na quinta-feira 30. “Você entra em
contato direto com pessoas do passado.”
O artefato histórico tem 2 mil
anos e remete à Roma antiga. Já o naufrágio da embarcação ocorreu na ilha grega
de Anticítera, à beira do Mar Egeu, mas só foi descoberto há pouco mais de cem
anos. Os arqueólogos também encontraram dentes humanos, pregos de bronze e
ferro junto à embarcação.
O artefato é duas vezes maior do
que o tamanho natural de uma cabeça humana. Além disso, possui uma barba de
concreto e estava coberta de pequenas plantas marinhas.
Segundo Baumer, provavelmente, a
cabeça encontrada pertence à estátua antiga “Héracles (Hércules, em grego) de
Anticítera”, encontrada em 1900. O restante do monumento está no Museu
Arqueológico Nacional de Atenas.
O achado
A descoberta da cabeça de
Hércules e dos demais itens foi acidental. Inicialmente, a equipe de
pesquisadores estava fazendo algumas buscas nos restos do navio, quando
imaginaram ter encontrado restos mortais de humanos no fundo do mar. De acordo
com o professor, somente depois perceberam-se os pedaços de esculturas.
Desde quando a carcaça do navio
foi encontrada, outros objetos passaram a integrar o rol de achados. Entre
eles, há mais de um século, está uma espécie de “computador” que os antigos
romanos usavam para navegações e cálculos. Os pesquisadores descrevem o objeto
como “o primeiro PC”.
Encontrar os objetos históricos
não tem sido uma tarefa fácil, pois o navio estava escondido atrás de grandes
pedras que pesam quase 10 toneladas. As rochas teriam caído sob a embarcação em
virtude de um terremoto que assolou a ilha, logo após o navio afundar. Um
sistema com balões e cordas foi utilizado para retirar as pedras do local e dar
acesso aos pesquisadores.


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