Valdevan Noventa (PL-SE) foi
cassado por captação irregular de recursos para a campanha; caso será analisado
nesta sexta-feira, 10, em sessão extraordinária do plenário virtual
O ministro Nunes
Marques decidiu levar para a Segunda Turma do Supremo Tribunal
Federal (STF)
a análise da decisão que devolveu o mandato ao deputado federal Valdevan de
Jesus Santos, conhecido como Valdevan
Noventa (PL-SE), cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por
abuso de poder econômico e compra de votos. O julgamento ocorrerá nesta
sexta-feira, 10, em sessão extraordinária do plenário virtual, com início à
meia-noite e encerramento às 23h59 desta sexta-feira, 10. A liberação para a
pauta foi feita dois dias depois de o colegiado analisar o caso do deputado
estadual bolsonarista Fernando
Francischini (União Brasil-PR), que também teve o mandato
restabelecido por uma liminar do magistrado, indicado pelo presidente Jair
Bolsonaro (PL) para a Corte.
Após a decisão de Nunes Marques,
o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL),
afastou o deputado federal Márcio Macêdo (PT-SE), que assumiu o mandato com a
cassação de Valdevan Noventa, aliado de Bolsonaro na Casa. O parlamentar do PL
foi cassado porque, de acordo com o TSE, moradores de municípios
sergipanos foram pressionados para simular doações ao então candidato a
deputado federal. A investigação mostrou dezenas de doações de R$ 1.050, feitos
na mesma agência bancária e em dias próximos. Como a Jovem Pan mostrou, o Partido dos
Trabalhadores (PT) já havia questionado a decisão de Nunes Marques no Supremo.
Na sexta-feira, 3, a sigla pediu ao presidente da Corte, ministro Luiz Fux, a
suspensão da liminar concedida por Marques. Na petição, o PT afirmava que o
magistrado violou a competência do TSE. “A supressão de instância, no presente
caso, viola a ordem pública, motivo pelo qual a decisão liminar do eg. Min. Nunes
Marques deve ser cassada e representa uma afronta às regras processuais
impostas, além de violar a competência do Tribunal Superior Eleitoral e o
princípio da segurança jurídica”, diz um trecho do documento.
Por Jovem Pan

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