Vereador nega envolvimento com a facção
Na manhã desta quinta-feira (9),
a Polícia Civil de São Paulo realizou, uma operação para investigar uma suposta
ligação do vereador Senival Moura (PT) com o crime organizado, o Primeiro
Comando da Capital (PCC).
Segundo a Polícia, o grupo teria
participação no transporte público urbano cidade de São Paulo. Entre os alvos,
também estão integrantes da direção da Transunião, empresa que atua na zona
leste.
De acordo com informações
divulgadas pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que coordena
a apuração, a investigação começou depois da morte de Adauto Soares
Jorge, ex-presidente
da empresa de transporte Transunião, que possui contrato com a Prefeitura de
São Paulo. Adauto foi executado em 4 de março de 2020.
A partir do homicídio, a polícia
afirma ter descoberto o envolvimento do crime organizado com a empresa.
Buscas foram autorizadas pela Justiça
em oito endereços ligados ao vereador e a outros suspeitos e duas prisões
temporárias foram decretadas.
De acordo a polícia, o vereador
petista também é suspeito de envolvimento na morte de um ex-presidente da
cooperativa e, também, com suposto envolvimento em lavagem de dinheiro do PCC.
Em nota, o vereador disse que se
surpreendeu com a operação policial e negou envolvimento com os casos
investigados.
Eis a íntegra da nota do
vereador
“Eu, vereador Senival Moura,
venho me manifestar através desta nota pública sobre os acontecimentos
noticiados em todos os meios de comunicação hoje.
Antes de comentar sobre os
fatos ocorridos no dia de hoje quero reafirmar a minha história de atuação, liderança
e organização do transporte alternativo na cidade de São Paulo, da qual tenho
muito orgulho disso.
Sobre o Adauto Jorge Soares,
sinto até hoje essa perda, principalmente pela forma cruel e violenta que foi.
Adauto junto comigo e vários
outros companheiros lutamos pela regulamentação do transporte coletivo na
cidade de São Paulo. Entre o início da operação clandestina e a transformação
em empresas passaram-se 30 anos.
Portanto, Adauto era um
companheiro de luta, trabalhador e meu amigo.
Vale ressaltar que no momento
da morte do Adauto, nem eu e nem ele tínhamos mais qualquer vínculo com a
empresa Transunião S/A.
Essa manhã fui surpreendido
por uma operação policial em minha casa, mas quero aqui reafirmar que eu não
tenho nenhum envolvimento com as ações que estão sendo noticiadas. Entretanto
eu estou à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos, eu que sou
formado em direito confio plenamente na Justiça e sou um defensor do Estado
democrático de Direito.
Por fim, passarei por esse
momento com a mesma serenidade, tranquilidade e consciência tranquila que
sempre nortearam a minha vida.”

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