Batalha no leste do país continua
A guerra na Ucrânia pode durar
anos, afirmou, neste domingo (19), o secretário-geral da Organização do Tratado
do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, cobrando apoio constante dos
aliados dos ucranianos no momento em que as forças russas lutam por território
no leste do país.![]()
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Stoltenberg disse que fornecer
armamentos de última geração às tropas ucranianas aumentaria as chances de
liberar a região de Donbas, no leste, que está sob controle russo, segundo o
jornal alemão Bild am Sonntag.
Após não conseguir tomar Kiev,
capital ucraniana, no começo da guerra, as forças russas concentraram esforços
na tentativa de completar o controle de Donbas, que já tinha partes nas mãos de
separatistas apoiados pela Rússia antes da invasão de 24 de fevereiro.
“Precisamos nos preparar para o
fato de que [a guerra] pode levar anos. Não podemos desistir de apoiar a
Ucrânia”, disse Stoltenberg, segundo o jornal. “Mesmo se os custos forem altos,
não apenas em apoio militar, mas também na alta dos preços de energia e
alimentos.”
O primeiro-ministro britânico,
Boris Johnson, que visitou Kiev na sexta-feira com uma proposta de treinamento
às forças ucranianas, também disse no sábado que era importante que o Reino
Unido desse apoio no longo prazo, alertando para o risco de haver “saturação da
Ucrânia”, com a guerra se arrastando.
Em um artigo de opinião no
jornal Sunday Times de Londres, Johnson disse que isso
significava garantir que “a Ucrânia receba armas, equipamentos, munição e
treinamento mais rapidamente do que o invasor”.
Um dos principais objetivos da
ofensiva de Moscou para tomar o controle da região de Luhansk – uma das duas
províncias que compõem Donbas -- é a cidade industrial de Sievierodonetsk.
A Rússia afirmou neste domingo
que o ataque na cidade estava avançando com sucesso.
O governador de Luhansk, Serhiy
Gaidai, disse à televisão ucraniana que os combates tornavam a retirada de
pessoas da cidade impossível, mas que “todas as alegações da Rússia de que
controlam a cidade são mentira. Eles controlam a principal parte da cidade, mas
não toda a cidade”.
A Rússia infomou ter lançado o
que chamou de “operação militar especial” para desarmar a nação vizinha e proteger
pessoas ali residentes que falam russo. Kiev e seus aliados rejeitaram a
justificativa como um pretexto sem fundamento para uma guerra de agressão.
A Ucrânia recebeu encorajamento
na sexta-feira quando a Comissão Europeia recomendou que tenha status de
candidata, decisão que as nações da União Europeia devem endossar em uma
reunião na próxima semana.
Por Natalia Zinets e Max
Hunder -- Repórteres da Reuters* - Kiev
Agência Brasil

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