Espaço 'instagramável" produzido pela Assessoria de Comunicação deu um toque especial ao Festival. O túnel do tempo foi uma das grandes novidades de 2022. Micha homenageou Noel Rosa no palco Concha. Fotos: Jorge Ronald/ Matheus Müller
Jazz & Blues reúne
artistas internacionais, nacionais em cinco palcos. Cida Garcia abriu o palco
principal da 18ª edição do Festival. Guitarrista há 30 anos, Nelson Faria
trouxe para Rio das Ostras um instrumental potente e apaixonado.
A Fundação de Cultura levou
alunos do Centro de Formação Artística para abrir os shows dos palcos diurnos.
Cinco palcos, 25 atrações – seis
internacionais -, quase 100 horas de música e apresentações artísticas de
outras frentes simultaneamente resume a grandiosidade do maior evento do gênero
no Brasil. Em 2022, a grande novidade da 18ª edição do Rio das Ostras
Jazz & Blues Festival foi a estreia do palco Boca da Barra com o show do
trompetista Takuya Kuroda. Durante os quatro dias do evento, de 16 a
19 de junho, cerca de 70 mil pessoas circularam pelo festival.
Uma das novidades do evento foi
o Túnel do Tempo luminoso instalado na entrada da Cidade do Jazz, em
Costazul. O túnel foi composto por vídeos e fotos, em formato
“retrô”, projetados em quatro mega telas de led, que lembravam antigas edições
do evento e serviram de cenário para fotografias. Algumas das imagens
feitas pela plateia e postadas nas redes sociais foram selecionadas
e projetadas nos três telões instalados do palco principal durante os
intervalos dos shows.
ARTE POR TODA A PARTE – Durante
o Festival de Jazz & Blues, artistas de todas as frentes ocuparam os
espaços públicos. No segundo dia do festival, antes mesmo que a Blues
Beatles subisse ao palco do anfiteatro, o público já participava do movimento
artístico em torno da Lagoa do Iriry. A banda Wagner e seu Bando e o grupo de
alunos do Centro de Formação Artística de Rio das Ostras, por exemplo, faziam o
“esquenta” da plateia.
Os músicos também abriam os shows
dos palcos Concha e Boca da Barra. Artistas plásticos, pintores e artesãos
atraiam a atenção dos visitantes e moradores que curtiam o Festival.
Apresentações de tecido acrobático eram uma atração à parte ao lado
da Casa do Jazz. Os Djs do Clube do Vinil, por sua vez, compuseram a
trilha sonora do intervalo dos shows do Espaço Arthur Maia. Atores
caracterizados davam vida ao espaço “instagramável” que levou o tema “Tem jazz
e blues até no fundo do mar”, elaborado pelo artista plástico Rodrigo Pontes.
SHOWS – O
trompetista Takuya Kuroda, inaugurou o palco de Boca da Barra, que já
conquistou o público com um pôr do sol magnífico, unindo boa música com um dos
mais belos cartões-postais da Cidade. E se o sol não foi empecilho para Micha
Devellard homenagear o samba de Noel Rosa em Blues no palco Concha, a chuva não
atrapalhou Tony Gordon, que desceu até a praça de alimentação na Cidade do Jazz
para cantar próximo ao público. Ao piano, Roberto Fonseca deu um tom de
clássico à latinidade cubana e o grupo A Cor do Som lembrou sucessos antigos
das décadas de 70 e 80 como a música instrumental “Frutificar” e “Semente
do Amor”, que fez o público cantar.
O músico de Rio das Ostras, Bruno
Pirozi, abriu o quinto palco do Festival – Espaço Arthur Maia – cheio de
energia. Cantou rock, blues, folk e autoral. Falou de liberdade e diversidade.
Por lá ainda se destacaram o Trio latino Tango Revirado e Conversa Afinada, com
propostas musicais bastante alternativas.
Guitarrista há 30 anos, Nelson
Faria trouxe para Rio das Ostras um instrumental potente e apaixonado. Nelson,
que já trabalhou com grandes nomes da música brasileira como Nana Caymmi,
Milton Nascimento e Cássia Eller, convidou Chico Chagas e seu acordeão com
sonoridade mágica.
John Lennon, Paul McCartney,
Ringo Starr e George Harrison voltaram com tudo no imaginário do público. A
brasileiríssima Blues Beatles trouxe releituras dos melhores sucessos dos meninos
de Liverpool, que revolucionaram o jeito de produzir música radiofônica
no mundo. A apresentação aconteceu no anfiteatro da Lagoa do Iriry na
tarde da sexta, dia 17. No repertório, “Help”, “Stand by me”, “Ticket Ride”,
“You Can’t Do That”, entre outros sucessos. Os solos de saxofone, guitarra e
piano foram o destaque do show.
A interação da contrabaixista
dinamarquesa Ida Nielsen, que tocou com o grupo The Funkbots em dois palcos,
elevou a participação do público com o Festival. Em vários momentos do show, a
musicista usou referências “jazzística” entrelaçadas com o rapper e a
sonoridade do funk norte-americano.
Durante quatro dias do festival,
a boa música tomou conta da Cidade com muitas atrações como os norte-americanos
Hook Herrera Blues Band e Deanna Bogart & Big Joe Manfra Blues
Band, As Mulheres do Blues, Márvio Ciribelli, Blues Etílicos,
Ska Jazz Favela, Banda Jamz e outras.
RECONHECIMENTO – “Vim
pela primeira vez e estou simplesmente maravilhado com tanta beleza. É muita
arte! Rio das Ostras transpira arte. Muitos artistas da cidade e de fora do
Brasil, juntos. Agora virei ao festival todos os anos”, contou Hermes Pereira,
de Nova Friburgo, da Região Serrana.
O casal Carolina Iuduvice e
Gustavo Paixão vieram do Rio de Janeiro para curtir juntos pela primeira vez o
evento e disseram que querem voltar na próxima edição. “Foi além das nossas
expectativas. Soubemos do Festival pelas redes sociais do Município. Chegamos
no primeiro dia e estamos curtindo toda a programação. Muita música de
qualidade!”, contou Carolina.
“Era uma vontade de todo mundo a
chegada desta edição depois a maioria de nossa população estar vacinada. A
volta de todos os palcos, com o envolvimento de mais artistas, e uma
programação que amplia a oportunidade de nossa população ter acesso à música de
qualidade e atrair turistas de vários estados se tornaram realidades”,
disse Aurora Siqueira, secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo.
Para que todos pudessem
aproveitar o melhor Festival de Jazz e Blues do Brasil, equipes da Guarda Civil
Municipal atuaram no entorno dos cinco palcos do evento. Foram
aproximadamente 200 guardas civis municipais trabalhando nos quatro
dias do Festival para que munícipes e turistas desfrutassem do
evento com tranquilidade e segurança. Os policiais do Programa Estadual de
Integração na Segurança – Proeis também se empenharam para que todos pudessem
curtir as mais de 70 horas de música.
Na praça
de alimentação, foram 18 restaurantes, mais os foodtrucks e
foodbikes, além dos participantes do Programa Renda Alternativa que
atuaram nos arredores dos palcos.

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!