Ação busca esclarecer dúvidas
após anulação de provas antes de recomeçar o inquérito contra o senador
O Ministério Público do Rio de Janeiro
(MP-RJ) entrou nesta quinta, 9, com recurso de embargos de
declaração no Órgão Especial do Tribunal
de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) no caso das “rachadinhas” do
senador Flávio
Bolsonaro (PL-RJ). A intenção é esclarecer dúvidas da decisão
anterior proferida pelo órgão, que rejeitou a denúncia após boa parte das
provas ser anulada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo
Tribunal Federal (STF), antes de reiniciar a investigação. Flávio foi acusado
de peculato, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e organização criminosa
pelo suposto esquema no qual se apropriaria de parte dos salários dos
funcionários de seus gabinete de deputado estadual entre 2007 e 2018.
A investigação começou após um
relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) que indicou
movimentações suspeitas nas contas do parlamentar. Posteriormente, a 3ª Câmara
Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) proferiu decisão
afirmando que Flávio Bolsonaro teria foro privilegiado como deputado estadual,
o que foi referendado por STJ e STF e levou à anulação da maior parte das
provas obtidas pelo MP-RJ até aquele momento. O STJ anulou decisão do juiz
Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio, que havia determinado as quebras
dos sigilos bancário e fiscal do senador. O MP-RJ chegou a pedir o arquivamento
da denúncia, mas o Órgão Especial do TJ-RJ decidiu rejeitar a denúncia. Em
contato com a Jovem Pan, o advogado Frederick Wassef, que participa
da defesa de Flavio Bolsonaro, disse que o caso está encerrado e que não está
preocupado com novas investigações que, segundo ele, teriam objetivos políticos
de prejudicar a família e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Confira a nota
completa de Wassef.
Em 1 de Dezembro de 2021 ,
ocorreu o julgamento do Habeas Corpus 201965, de exclusiva autoria minha, onde
ocorreu a vitória no caso das rachadinhas. No acórdão proferido pelo STF, ficou
provado que a organização criminosa que atua dentro do Coaf, cometeu inúmeras
ilegalidades e irregularidades contra Flavio Bolsonaro para tentarem incriminar
o senador via fraude. Por consequência , o caso foi esvaziado e não existe mais
nada no processo, sendo que tais elementos não poderão mais ser usados. Se
tentarem reabrir nova investigação será ilegal e com claro interesse político
visando a campanha presidencial.
Por Jovem Pan

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