Depois de parecer, ministra vai decidir se abre investigação ou arquiva pedido
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre um pedido de investigação contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), para saber se ele teve envolvimento em suposto caso de corrupção envolvendo o Ministério da Educação durante a gestão de Milton Ribeiro. O despacho foi assinado na sexta-feira 24.
O pedido de apuração ocorre
depois de o ex-titular da pasta ter sido alvo de uma operação da Polícia
Federal (PF) que investiga o MEC. A principal acusação é que o Ministério da
Educação privilegiava prefeitos indicados pelos pastores Gilmar Santos e
Arilton Moura em repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.
Ribeiro comandou a pasta entre julho 2020 e março de 2022.
No STF, o pedido para investigar
Bolsonaro partiu do deputado federal oposicionista Reginaldo Lopes (PT-MG). Ele
pediu ao Supremo que seja investigado se Bolsonaro tinha conhecimento das
irregularidades e se teve informações privilegiadas sobre a operação em que
Ribeiro foi preso.
Em uma interceptação telefônica,
Ribeiro disse para a filha que o presidente ligou para alertá-lo sobre uma
possível operação contra o ex-ministro.
A partir do áudio, o Ministério
Público Federal pediu à Justiça do Distrito Federal o envio
da ação que investiga Milton Ribeiro por supostos atos de corrupção e tráfico
de influência para o Supremo Tribunal Federal, porque Bolsonaro tem foro
privilegiado. No STF, Cármen Lúcia é relatora.
Advogado diz que Bolsonaro e
Ribeirão não conversam
O advogado Frederick Wassef, que
defende o presidente Bolsonaro, afirmou na sexta-feira 24 que o chefe do Poder
Executivo e o ex-ministro da
Educação Milton Ribeirão “não conversam”.
“Não existe nada entre o
presidente e o ex-ministro. Eles não têm contato, eles não se falam. Ele [Bolsonaro]
não é advogado e nada tem a ver com o ex-ministro e investigações”, afirmou o
advogado.
No domingo 26, Bolsonaro defendeu o ministro Ribeiro e
afirmou que a investigação no MEC começou depois de pedido do ex-ministro.

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