Arqueólogos acreditam que as ruínas pertenciam ao Império Mittani (1500–1360 a.C.)
Uma equipe de arqueólogos alemães e curdos encontrou uma cidade de 3,4 mil anos que emergiu do reservatório de Mosul, às margens do Rio Tigre, no Iraque. O reaparecimento das ruínas aconteceu em meio a um período de forte seca no país.
Os estudiosos começaram as
escavações em janeiro deste ano. De acordo com eles, a cidade pertencia ao
Império Mittani, que durou de 1500 a.C. até 1360 a.C. e sucumbiu depois de
sofrer invasões dos povos vizinhos hititas e assírios.
Os arqueólogos estimam ainda que
a cidade perdida seja, na verdade, Zakhiku, importante centro cultural e
econômico dos Mittani. Dentre os escombros, a equipe encontrou um grande
edifício, torres e uma enorme fortificação.
“O prédio é de particular importância, porque
nele devem ter sido armazenadas enormes quantidades de mercadorias,
provavelmente trazidas de toda a região”, afirma Ivana Puljiz, arqueóloga e
professora da Universidade de Freiburg,
localizada na Alemanha. “Os resultados da escavação mostram que o local era um
importante centro do Império Mittani”, completou.
Segundo os especialistas, os
escombros causados por um grande terremoto que atingiu o local no fim do século
14 a.C. podem ter ajudado a preservar as paredes do edifício. Outras relíquias,
como cinco vasos de cerâmica com mais de cem tábuas em escrita cuneiforme — uma
das mais antigas inscrições do mundo — também foram descobertas.
Os edifícios escavados pelos
arqueólogos foram protegidos com lonas plásticas e cascalho, para evitar danos
de erosão causados pelo retorno da água. No momento, a cidade localizada no
atual Iraque se encontra completamente submersa.

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