Deputados votaram o projeto de
lei que prevê um teto de 17% a 18% para gasolina, óleo diesel, álcool anidro,
querosene e álcool hidratado; texto segue para sanção presidencial
A Câmara dos Deputados aprovou
na noite desta terça-feira, 14, o Projeto de Lei Complementar nº18 – que
estabelece um limite de 17% a 18% na incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias
e Serviços (ICMS). A votação representa uma vitória para o governo
Bolsonaro que agora poderá limitar a incidência do tributo estadual nos setores
de energia elétrica, transporte coletivo e telecomunicações. As mudanças
incluídas no Senado foram aprovadas de maneira unânime, por 348 votos
favoráveis. Após passagem pelo Senado, o texto agora segue para sanção do
presidente Jair
Bolsonaro (PL).
Os parlamentares na Casa citaram
que a aprovação da medida pode reduzir até 11% na conta de luz e 12% nos
combustíveis. Cálculos da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostram
que o impacto orçamentário será em torno de R$ 60 milhões. O Comitê Nacional de
Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz),
porém, realizou uma estimativa de R$ 82,6 milhões de perda arrecadatória. No
texto, o projeto prevê a possibilidade da União ressarcir os Estados que
perderem as arrecadações. Nesta semana, a Consefaz enviou um ofício ao ministro
André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando que o governo
federal compense 100% das perdas arrecadatórias. “Compensação integral das
perdas arrecadatórias dos Estados com as novas regras de tributação dos
combustíveis, transportes coletivos, energia elétrica e telecomunicações,
mediante transferência de receitas da União e/ou abatimento da dívida de cada
ente federativo, observado o gatilho de 5% (cinco por cento) do documento.
Na última segunda-feira, o
presidente Bolsonaro afirmou que a previsão do governo federal é de que, com a
sanção, a diminuição seria de R$ 2 no litro da gasolina e de R$ 1 para o óleo
diesel. “A Petrobras,
por exemplo — que é uma empresa gigante, um empresa excepcional, mas não tem um
viés social previsto na própria Constituição [Federal] — está tendo lucros
abusivos. Quanto maior a crise, maior o lucro que a Petrobras tem. Isso é um
fator. E aí entra o fator dos impostos. Nós temos impostos federais e impostos
estaduais. Temos que bater por tipo de combustível. O ICMS do Rio de Janeiro é
de 34%, vai passar para 17%. Não sei quanto é em Pernambuco, mas a média no
Brasil está em 29%, 30%. Vai diminuir bastante o ICMS da gasolina. E isso vai
ser sentido na ponta do preço, a diminuição do preço”, afirmou.
Por Jovem Pan

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