Ideia prevê alteração na forma
como a estatal calcula o preço do petróleo que vai para as refinarias
brasileiras, mas não teria agradado a diretoria e os acionistas da estatal
Uma ideia que teria surgido
no Ministério
de Minas e Energia prevê uma mudança na forma como a Petrobras calcula
o preço do petróleo que
vai para as refinarias brasileiras. Segundo estudos preliminares, uma mudança
poderia acarretar uma redução de até 15% nos preços dos combustíveis. Hoje,
a estatal usa o chamado preço cif, que inclui custos de importação do petróleo,
frete, logística, armazenagem segura e outras variáveis. Isso é calculado mesmo
quando o petróleo é produzido no Brasil. A proposta do ministério é que seja
trocado o cif pelo fob, mas a ideia não repercutiu muito bem entre a direção e
os acionistas.
Pessoas ligadas a Petrobras
ouvidas pela Jovem Pan dizem que a mudança seria inviável uma vez que os
importadores de derivados não iriam conseguir mais trazer de fora diesel e
gasolina para concorrer com os combustíveis vendidos pela Petrobras. Esses
importadores atendem cerca de 20% do mercado interno, enquanto a Petrobras
atendem o restante, 80%. As mesmas pessoas ainda apostaram que a ideia não deve
prosperar. Diante da discussão, surgiu um novo boato sobre mais uma mudança no
comando da Petrobras. O cenário cria insegurança, o que é muito ruim para o
desempenho dos papeis das ações da estatal no mercado de capitais,
principalmente para os investidores extrangeiros.
O economista Aurélio Valporto
afirma que a Petrobras usa preços fictícios de importação para formar os preços
do diesel e da gasolina no Brasil. “Um dos grandes problemas da política de
preços adotata pela Petrobras, a PPI, é que ela não apenas pratica internamente
para o petróleo aqui extraído os preços ditados por um cartel internacional, a
Opep, como ela adiciona a esse preço internacional uns fictícios custos de
importação. Ou seja, ela adiciona frete, armanemento, movimentação de serviços
associados ao seu preço, até mesmo uma inacreditável taxa de risco, cálculada
para adicionar ao preço final. Tudo isso com o intuito de viabilizar a
existência de importadores independentes, que não deveria existir. A própria
Petrobras deverá importar o pouco petróleo, o pouco refinado que ela não é
capaz de produzir internamente, diluir nos seus custos e fornecer ao mercado
interno”, afirma.
Por Jovem Pan
*Com informações do repórter
Rodrigo Viga

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!