Declaração do jurista se refere à absolvição do ex-presidente Lula no caso do sítio de Atibaia, em São Paulo
O Brasil é o único país que tem corruptores, mas não tem corruptos. Essa declaração é do jurista Ives Gandra Martins e foi proferida durante o programa Direto ao Ponto, da rádio Jovem Pan, exibido em 28 de março.
Na ocasião, o jurista comentava
um dos processos que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No mês
passado, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o
ex-procurador Deltan Dallagnol terá de indenizar o petista por dano moral.
O caso envolve uma entrevista
coletiva concedida pela Operação Lava Jato em 2016, para apresentar a primeira
denúncia contra o ex-presidente da República. O Ministério Público acusou o
petista dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do
Guarujá (SP).
“Quem leu a sentença do ex-juiz Sergio Moro,
com mais de 230 páginas, sabe que há muitas provas contra Lula”, salientou Ives
Gandra. “Três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região
confirmaram isso. O próprio STJ e seis ministros do Supremo Tribunal Federal
demonstraram que houve o mensalão e o petrolão durante o governo Lula.”
“Se Lula foi condenado em quatro
instâncias por improbidade, é evidente que não pode ter sua honra afetada por
alguém ter dito que o ex-presidente é aquilo que os julgadores condenaram”,
disse Ives Gandra.
E continuou: “Uma juíza de
Brasília absolveu o ex-presidente Lula e outras oito pessoas nesse caso”,
lembrou. “E o que foi dito em sua decisão? ‘As provas contra o ex-presidente
são incontáveis, há todos os indícios no processo. Mas como estou proibida pelo
Supremo Tribunal Federal de analisar essas provas, tenho de absolvê-lo’. Ela
mostrou que, se tivesse a possibilidade de analisar as provas, teria condenado
Lula. Então, a conclusão é esta: O Brasil é o único país que tem corruptores,
mas não tem corruptos.”

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