O vereador Maicon Queiroz (PSC) fez uma denúncia no Ministério Público contra o vice-prefeito de Nova Friburgo, Mário Sérgio Abreu, que, segundo a denúncia, enviou áudio a uma moradora do Vale do Paraíso depois que a Inter TV exibiu uma reportagem sobre problemas na estrada da localidade.
O parlamentar afirma que ficou
explícito no áudio que o vice-prefeito "postergaria a obra em decorrência
da entrevista" ao mencionar este trecho na denúncia.
"já que eles querem assim, a
gente deu atenção, coisa que nenhum outro governo deu, e eles estão entrando
nessa onda de Intertv, fazer o que, né, vai entrar, vai ter que esperar,
aguardar", diz áudio enviado por aplicativo de mensagem.
A reportagem foi exibida pelo RJ1
no dia 4 de janeiro, dentro do quadro "Me Chama que eu Vou". O vídeo
mostrou a situação da Estrada do Arco-íris, que, mesmo estando praticamente ao
lado da usina de asfalto, não tem nenhuma pavimentação, problema que já se
arrasta há anos, segundo os moradores (veja vídeo abaixo).
No texto da denúncia, o
parlamentar lembra do direito dos moradores exercerem "sua liberdade de
expressão, direito Fundamental assegurado no Artigo 5° da Constituição
Federal".
A notícia-crime encaminhada ao MP
acusa o vice-prefeito de improbidade, prevaricação e advocacia administrativa.
"Tive acesso ao áudio, fui
até o bairro, conversei com os moradores, constatei realmente o abandono, e
resolvemos entrar com uma ação no Ministério Público", disse o vereador
Maicon Queiroz, acrescentando sobre o que é o crime de prevaricação, previsto
no artigo 319 do Código Penal:
"Quando a pessoa, por algum
sentimento ou algo pessoal, deixa de fazer a sua função pública. No caso do
vice-prefeito, deixou de fazer a melhoria na rua, o asfaltamento, deixou de
fazer aquilo que era direito da população porque ele ficou com raiva",
explicou.
O texto da ação enfatiza que o
vice-prefeito agiu "movido por vaidades e interesses próprios".
Na ocasião da reportagem da Inter
TV sobre as condições da estrada, a Prefeitura não enviou resposta. Mas o áudio
enviado revoltou os moradores.
"O povo tem direito. O povo
vota, né! Na verdade, o político que é o nosso empregado. Ganham muito bem pra
isso. Nós temos todo o direito de cobrar a hora que for preciso. Eles são
eleitos para isso, pra trabalhar", disse Américo Barros, eletricista.
"Se a gente não fizer a
reportagem, mostrar o que tá acontecendo aqui na nossa rua, isso aí nunca vai
chegar ao fim", enfatiza o aposentado, Wellington Santarén.
"Eu acho que eles não vão
resolver é nada. Porque entra prefeito, sai prefeito e ninguém nunca fez
nada", ressalta José Godinho, aposentado.
A Prefeitura de Nova
Friburgo respondeu, por meio de nota, que qualquer cidadão, inclusive
o vereador, pode fazer uma representação ao Ministério Público com argumentos
verídicos, ou não. A nota disse ainda que nem o município e nem o vice-prefeito
foram notificados sobre qualquer ação desse tipo, e que se eventualmente o
Ministério Público entender que cabe uma notificação, o município e o
vice-prefeito adotarão as medidas cabíveis.
Por RJ2 — Nova Friburgo
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