O Kremlin está disposto a
permitir a adesão de Kiev à União Europeia, mas não à Organização do Tratado do
Atlântico Norte
A Rússia não está mais exigindo
que a Ucrânia seja “desnazificada” para firmar um acordo de cessar-fogo,
informou, nesta segunda-feira, 28, o jornal Financial
Times. Kiev ainda poderá se juntar à União Europeia (UE),
desde que não se alinhe à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Na terça-feira 29, os
representantes dos dois países devem se reunir em Istambul, na Turquia, para
mais uma rodada de negociações. No momento, as tropas russas estão
paralisadas. Isso porque o Kremlin encontrou uma resistência inesperada dos
militares ucranianos.
Apesar da nova reunião, a Ucrânia
permanece cética em relação às intenções do presidente da Rússia, Vladimir
Putin. Kiev teme que o ex-agente da KGB possa estar usando as negociações como
uma cortina de fumaça, a fim de reorganizar suas tropas e preparar uma nova
ofensiva contra os ucranianos.
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Como parte das negociações, a
Ucrânia abriria mão de desenvolver armas nucleares e hospedar bases militares
estrangeiras. O país submeteria o acordo a um referendo, que seria realizado
nos próximos meses. Esse processo deverá durar cerca de um ano, segundo o
presidente Volodymyr Zelensky.
Se houver um cessar-fogo, os
ministros das Relações Exteriores da Ucrânia e da Rússia se reunirão para
assinar os documentos. Isso seria seguido por tentativas de organizar um
encontro entre Zelensky e Putin.

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