Ainda restam 7.250 cestas disponíveis, que estão armazenadas em um depósito em Mesquita, no Rio de Janeiro
O prefeito de Petrópolis, Rubens
Bomtempo (PSB), afirmou nesta quinta-feira (24) à Comissão Temporária Externa
de Petrópolis, no Senado, que o município retirou, na quarta-feira (23), 1.500
das 8.750 cestas básicas que foram doadas pelo Ministério da Cidadania ao
município.
Os itens estão armazenados em um
depósito em Mesquita, na região metropolitana do Rio, desde o dia 22 de
fevereiro. Das 18 cidades contempladas com as cestas, apenas Petrópolis não
havia recolhido os produtos. A denuncia de que as cestas estavam em um galpão
na Baixada Fluminense foi feita pela CNN.
Segundo o prefeito, a cidade já
recebeu mais de 54 toneladas de alimentos desde a tragédia do dia 15 de
fevereiro e, por isso, decidiu por utilizar o depósito com as quase 9 mil cestas
básicas como uma espécie de reserva técnica até que a cidade tivesse espaço
suficiente para armazenar as doações. Ainda de acordo com o gestor, os 7.250
itens serão retirados até a semana que vem.
“Petrópolis recebeu uma ajuda
humanitária que jamais foi vista. Conseguimos em curto espaço de tempo
organizar todas as doações com muita responsabilidade. Quando o governo federal
disse que tínhamos direito às cestas básicas, usamos aquilo ali como uma
reserva técnica até conseguirmos escoar todas as doações e ter espaço
suficiente para armazenar com cuidado. Como agora temos mais espaço, ontem [23]
retiramos cerca de 1.500 cestas básicas e até semana que vem estaremos
retirando o restante das cestas para entregar para quem realmente foi atingido
pelas chuvas”, informou o prefeito.
A comissão
Esta foi a segunda reunião da
Comissão Temporária de Petrópolis, onde foram debatidas questões técnicas sobre
as moradias das pessoas afetadas pelas chuvas ocorridas no município. A
comissão é composta por sete titulares e dois suplentes. O colegiado atuará em
conjunto com autoridades do município fluminense, do estado e do governo
federal para garantir assistência às vítimas e medidas para evitar tragédias
semelhantes no futuro.
Durante a sessão, foram ouvidos,
além do prefeito de Petrópolis, representantes do Inea, da Defesa Civil e
moradores da cidade. Em sua fala, o Secretário nacional de Proteção e Defesa
Civil, Alexandre Lucas Alves, falou sobre uma Medida Provisória apresentada
pelo governo federal, que precisa passar pela aprovação do Congresso, que destina
R$ 500 milhões para reconstrução de casas em cidades afetadas por desastres
naturais.
Para que Petrópolis possa
concorrer à verba, o secretário disse que a prefeitura precisa informar um
local apropriado para a construção das novas moradias, a quantidade exata de
casas destruídas e o recorte social das pessoas atingidas nas chuvas do dia 15
de fevereiro.
Bomtempo discorreu sobre as
tragédias anteriores e suas ações nas gestões passadas e disse que desde o
sábado de Carnaval até o último sábado, o município conseguiu disponibilizar
700 aluguéis sociais para 700 famílias e transferiu mais de 350 que se
encontravam nos pontos de apoio.
“Conseguimos junto à Defensoria
Pública e com aval do governador Cláudio Castro, uma excepcionalidade onde o
governo do estado entra com R$ 800 reais e a prefeitura entra com R$ 200 reais.
Uma ferramenta inédita de compartilhamento do aluguel social”, pontuou o
prefeito à Comissão.
Bomtempo também fez uma crítica
ao governo federal em relação à situação do morro da Oficina, uma das
localidades mais impactadas pela tragédia. Procuramos Secretaria do Patrimônio
da União do Ministério da Economia e ainda aguardamos um retorno.
“É bom lembrar que o Morro da
Oficina é uma área federal e precisamos corresponsabilizar não só o governo
municipal e estadual, mas também o governo federal que não cuidou e nem cuida
das suas terras nos municípios”, disse.
Ainda haverá outras duas reuniões
da Comissão Externa de Petrópolis previstas para as próximas semanas até o fim
dos trabalhos da comissão. Ao final, os membros terão um prazo de 30 dias para
apresentar um relatório sobre a situação observada nos trabalhos.
No relatório, depois de escutar
os especialistas e a sociedade civil, o grupo vai indicar as ações necessárias
a médio e longo prazo para serem realizadas.
Iuri Corsini da CNN

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!