Empresa lembra que ficou 57 dias sem reajustar gasolina e diesel, e mais de 150 dias o gás de cozinha
Criticada por promover novos reajustes nos combustíveis, a Petrobras divulgou nas redes sociais neste sábado, 12, um vídeo justificando as ações da empresa (assista abaixo).
A estatal afirmou que “o último
reajuste foi necessário para manter o fornecimento por todas as empresas,
mitigando riscos de desabastecimento”.
No vídeo, a Petrobras lembra que
ficou 57 dias sem reajustar gasolina e diesel, e mais de 150 dias o gás de
cozinha. A petroleira ainda reforça que não é a única fornecedora de
combustíveis do país. “Mais da metade do abastecimento de carros e motos no Brasil
vem de outras empresas.”
“O preço do petróleo e dos
combustíveis registrou expressivas altas nas últimas semanas no mundo todo,
ainda sim, a Petrobras não repassou imediatamente pois não transmite
volatilidade e sabe da importância de contribuir com combustível acessível”,
diz a companhia.
A Petrobras não é a única fornecedora de combustíveis do país. Mais da metade do abastecimento de carros e motos no Brasil vem de outras empresas. Pra gente, transparência é fundamental. Saiba mais no vídeo: pic.twitter.com/AahIXoW6kP
— Petrobras (@petrobras) March 12, 2022
Bolsonaro insatisfeito
Também neste sábado, o
presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a demonstrar insatisfação com
o aumento de preços anunciado pela Petrobras, mas reforçou que não vai
interferir na empresa.
“Para mim, particularmente
falando, é um lucro absurdo que a Petrobras tem em um momento atípico no mundo,
não é uma questão apenas interna nossa”, afirmou.
Falando à imprensa após
participar de evento de filiação de deputados ao PL, o chefe do Executivo
federal não descartou um possível subsídio para a gasolina, caso o preço do
barril do petróleo aumente muito no exterior.
“Isso passa pelo parecer do Paulo
Guedes”, destacou, dizendo que, caso se transfira todo o preço para o
consumidor, a inflação e a economia do Brasil explodem.
O presidente lembrou que a União
é acionista majoritária da Petrobras e disse que, por isso, dá seu “palpite”
diretamente ao presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, quando necessário.
“Mas isso não é interferência. São apenas sugestões.”
Questionado sobre a possibilidade
de trocar o comando da petroleira, o chefe do Executivo declarou que “todo
mundo pode ser trocado exceto o presidente e o vice-presidente da República”.
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