Senador se comprometeu a não dar andamento acelerado a projetos, como o da mineração em terras indígenas
Da esquerda para a direita:
ex-ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; ex-ministro do Meio Ambiente,
Carlos Minc; senador Randolfe Rodrigues; presidente do Senado, Rodrigo Pacheco;
e ex-ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho | Foto: Waldemir
Barreto/Agência Senado
O presidente do Senado, Rodrigo
Pacheco (PSD-MG), recebeu nesta quinta-feira, 24, ex-ministros do Meio Ambiente
dos governos Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, Lula e Dilma, ambos do PT. O
líder da oposição na Casa, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também participou do
encontro.
O grupo, formado por José Carlos
Carvalho, Sarney Filho, Izabella Teixeira e Carlos Minc, integra um fórum que
busca atuar em debates no Congresso sobre temas como mineração em terras
indígenas, licenciamento ambiental e regularização fundiária.
Pacheco se comprometeu para que
propostas do governo do presidente Jair Bolsonaro (PT) sobre o setor não tenham
andamento acelerado na Casa. Segundo ele, a ideia é “permitir o exaurimento da
discussão”, antes que as medidas sejam votadas.
“Os ex-ministros vieram
pontuar questões relativas ao meio ambiente que são, obviamente, uma pauta
importante hoje do Senado Federal e do Congresso Nacional”, disse o senador.
“É muito interessante esse fórum que congrega
ex-ministros de Estado dessa área de diversos governos, desde o governo de
presidente Collor até o último governo, e todos no objetivo de contribuir para
essa pauta do meio ambiente no Brasil”, continuou.
Para o presidente do Senado, um
grande desafio para o país é conciliar o desenvolvimento econômico com a
preservação do meio ambiente. Ele defendeu a modernização da legislação de
licenciamento ambiental e disse que o parlamento está tratando de temas como a
liberação de agrotóxicos, a regularização fundiária e a mineração em terras
indígenas.
Pacheco pediu ao ex-ministros que
estudem cada projeto em tramitação no Congresso relacionado ao meio ambiente e
apresentem sugestões de melhorias. Para ele, a regularização fundiária, por
exemplo, tem de ser feita, mas não pode “ser um passe livre para a apropriação
de terras públicas no futuro”.
No começo do mês, o presidente do
Senado recebeu artistas representantes do Ato pela Terra, como o cantor Caetano
Veloso, com pautas similares às trazidas pelos ex-ministros.

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