Governo americano detectou “crescente
informação” de que a Rússia estuda lançar ciberataques a alvos de
infraestrutura
Os Estados Unidos estão alertando
as empresas norte-americanas a reforçarem a segurança digital dos seus
negócios. Isso por causa da “crescente informação” de que a Rússia estuda
lançar ataques cibernéticos a alvos de infraestrutura.
De acordo com a Casa Branca,
algumas entidades de infraestrutura do país ignoraram os avisos de agências
federais para repararem problemas conhecidos de software capazes de serem
explorados por hackers russos, que poderiam “facilitar” os
ataques.
“Apesar desses reiterados alertas,
continuamos a ver adversários permitirem a atuação de sistemas que empregam
vulnerabilidades conhecidas, para as quais há conserto”, disse na segunda-feira
21 a assessora de Joe Biden em cibersegurança, Anne Neuberger.
O governo americano tem alertado
empresas do país das ameaças representadas pelos hackers do
governo russo desde muito antes de a Rússia ter invadido a Ucrânia, no mês
passado.
A Agência de Cibersegurança e de Segurança de Infraestrutura americana
lançou uma campanha de “empunhar escudos” destinada a ajudar as empresas a
fortalecer suas defesas, e conclamou as empresas a fazer cópias de segurança
para seus dados, adotar a autenticação multifatorial e tomar outras medidas
para melhorar a higiene cibernética.
Neuberger disse que não há
informações de inteligência que estejam sugerindo um ciberataque russo específico
contra alvos americanos, mas acrescentou que houve aumento de “atividades
preparatórias”, com o escaneamento de sites e busca por vulnerabilidades, comum
entre hackers estatais.
Em declaração, Biden disse que a
Rússia poderia lançar ciberataques contra alvos americanos em retaliação aos
“custos econômicos sem precedentes que impusemos” à Rússia por meio de sanções.
“É parte da estratégia da Rússia.”
Guerra virtual
A Rússia é considerada uma
potência em hackeamento, mas seus ciberataques ofensivos, desde que
invadiu a Ucrânia, foram discretos em relação ao que se temia.
A Rússia coordenou ataques
cibernéticos significativos contra a Ucrânia nos últimos anos, entre os quais o
devastador ataque NotPetya, de 2017, que foi de longo alcance e
amplo espectro e causou mais de US$ 10 bilhões em prejuízos globalmente.

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