Ministro do Supremo Tribunal Federal disse que apoia o que chama de semipresidencialismo 'há muito tempo'
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís
Roberto Barroso saiu em defesa do semipresidencialismo nesta terça-feira, 22.
Nesse sistema de governo, o presidente da República compartilha o poder com um
primeiro-ministro, eleito pelo Congresso Nacional.
“Defendo há muito tempo”, disse
Barroso, em um evento no Centro Brasileiro de Estudos Constitucionais, em
Brasília. “Não para agora, para não mexer com nenhum interesse posto na mesa,
mas para haver mecanismos institucionais de destituição de governos que percam
a sustentação política”, afirmou.
Antes de discorrer sobre o
semipresidencialismo, Barroso comentou o impeachment da
ex-presidente Dilma Rousseff. “Foi um evento traumático”, observou. “Salvo em
situações extremas, o impeachment não é uma boa solução. É
sempre traumático”, acrescentou o juiz do STF.
inda segundo o ministro, “veio
o impeachment e depois uma onda que deságua em 2018, com a
eleição do novo presidente. (…) A democracia no Brasil viveu momentos
preocupantes”. Sem mencionar quais, Barroso disse que “não dá para fazer de
conta que não ocorreram eventos graves no país”.
Antes de Barroso, Toffoli
afirmara que o Brasil vive semipresidencialismo
Em novembro do ano passado, o
ministro do STF Dias Toffoli falou sobre sistemas políticos e analisou o
Brasil. “Nós já temos um semipresidencialismo, com um controle de Poder
Moderador, que hoje é exercido pelo STF”, disse, durante o 9º Fórum Jurídico de
Lisboa, em Portugal. “Basta verificar todo esse período da pandemia”,
acrescentou o juiz.

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