Segundo as investigações, o bando
explora sinal de TV e internet, venda ilegal de botijões de gás e serviço de
mototáxi
"A cúpula dessa organização
era formada por agentes públicos, políticos e estatutários. Eles são da Baixada
Fluminense", disse o delegado.
A operação cumpre 19 mandados de prisão preventiva e 29 mandados de busca e
apreensão. O material apreendido vai ajudar no desdobramento das investigações.
Entre os presos, há quatro policiais militares. Um deles é o próprio vereador e
vice-presidente da Câmara de Nilópolis, que é policial inativo, estando na
reserva. Os demais eram lotados no 41°BPM (Irajá), 20°BPM (Mesquita) e 9°BPM
(Rocha Miranda).
Outro policial inativo e um da ativa são alvo de prisão preventiva, mas ainda
não foram presos.
A corregedoria da Polícia Militar atuou em apoio à operação da Polícia Federal,
que também contou com do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime
Organizado (Gaeco), do Ministério Público.
O vereador Maurício do Paiol consta como suspeito em um homicídio investigado
pela Delegacia de Homicídios da Baixada, investigado como um crime político. Na
casa do parlamentar foi apreendida uma escopeta.
A investigação começou há 1 ano e
oito meses.
Milícia em expansão
O grupo criminoso tinha como principais atividades de exploração econômica os
serviços de internet (gatonet), venda de botijão de gás e mototáxis.
O grupo utilizava-se de violência e coação armada. Entre os alvos estão
praticantes de tiro esportivo. Pelo menos dez armas foram apreendidas, além de
R$ 50 mil em espécie e veículos.
O grupo liderado pelo vereador Maurinho do Paiol foi iniciado em Nilópolis, se
expandiu para São João de Meriti e por fim á comunidade Ás de Ouro, em
Anchieta, Zona Norte do Rio.
Nesta última, o grupo se aliou á facção Terceiro Comando Puro. Para os
investigadores, a operação impediu a expansão do grupo para comunidades
vizinhas.
A organização também manteve uma aliança com a milícia liderada por Wellington
Braga Neto, o Ecko,
morto no ano passado, de quem recebeu armamento e reforço de pessoas
armadas para empreitadas criminosos.
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Os agentes públicos envolvidos
com o grupo dividiam regiões em lotes de exploração. "Agiam de diversas
maneiras, como informações privilegiadas para garantir que pessoas a eles
vinculadas explorassem serviços públicos e privados", afirmou a promotora
do Gaeco, Mariana Segadas.
Heliel Martins acrescenta que assessores da Câmara também são alvos da operação,
mas ainda não foram presos.
Interceptações telefônicas indicaram que o vereador era citado por comparsas
como líder do grupo.
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