Segundo o primeiro-ministro, a
ordem no país foi restaurada
O primeiro-ministro do Canadá,
Justin Trudeau, anunciou nesta quarta-feira, 23, a revogação da Lei de Emergências. A medida havia
sido imposta na semana passada e tinha o objetivo de controlar os protestos de
caminhoneiros no país. O decreto permitia ao governo requisitar bens, serviços
e pessoas; dizer aos cidadãos aonde ir e aonde não ir; e proibir manifestações
e reuniões públicas. Na prática, a Lei de Emergências suprimia os direitos
civis dos canadenses.
“Não estamos mais em uma
situação de emergência”, justificou Trudeau, em coletiva de imprensa. “A
ordem foi restaurada, e os bloqueios e ocupações das vias públicas acabaram.”
De acordo com o premiê, a legislação e a polícia do país são suficientes para
evitar novos conflitos. Os canadenses exigem que o governo revogue a
obrigatoriedade do passaporte sanitário e retire as medidas restritivas
relacionadas à pandemia de coronavírus.
A Lei de Emergências, acionada em
15 de fevereiro, permitiu que as forças policiais proibissem a circulação de
pessoas nas ruas ao redor do Parlamento de Ottawa, capital do país. Em virtude
dessa medida, centenas de manifestantes foram presos. O governo canadense
também instruiu os bancos a congelar as contas dos cidadãos que participaram
das manifestações. Cerca de 200 pessoas foram impactadas com essa medida.
A polícia de Ottawa prendeu cerca
de 200 pessoas desde a última sexta-feira, 18, e apresentou quase 400 acusações
criminais — a maioria relacionada à obstrução de vias públicas.
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