STF tem maioria para arquivar inquérito contra Renan e Jader Barbalho | Rio das Ostras Jornal

STF tem maioria para arquivar inquérito contra Renan e Jader Barbalho

Senador Renan Calheiros 
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

No voto, o ministro Gilmar Mendes aproveitou para, como costuma fazer, criticar as delações premiadas

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira, 10, para arquivar um inquérito que investiga suposto pagamento de propina aos senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Jader Barbalho (MDB-PA).

O inquérito foi aberto em 2016 a partir de delações premiadas, como a do senador cassado Delcídio do Amaral. Segundo a delação, construtoras acertaram o pagamento de R$ 30 milhões para PT e PMDB nas obras da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Parte do suborno, disse Delcídio, teria sido pago para a campanha eleitoral de Dilma Rousseff em 2010 e parte para o “grupo de José Sarney” no então PMDB, hoje MDB.

A maioria dos ministros seguiu o entendimento do relator, Edson Fachin. Para ele, apesar das provas da existência de um possível esquema de propinas a agentes políticos, a Procuradoria-Geral da República não apontou a ligação de Calheiros e Barbalho.

 “Sobressai o vazio investigatório quanto aos supostos fatos delituosos”, escreveu.

Segundo ele, a PGR não apontou crimes praticados pelos senadores, “limitando-se a mencionar os diagramas elaborados em relatórios policiais pretéritos que os apontam como destinatários de pagamentos indevidos”.

Fachin destacou que, desde 2016, quando o inquérito foi aberto, persistia como único elemento no processo a colaboração premiada, “que não detém a natureza jurídica de prova, mas, como consabido, mero instrumento para sua obtenção”.

Acompanharam Fachin: Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. O demais ministros podem depositar seus votos no sistema eletrônico até sexta-feira 11.

No voto, Gilmar Mendes aproveitou para, como costuma fazer, criticar as delações premiadas.

Para ele, “o plenário tem um encontro marcado com esse e outros acordos que foram celebrados em condições de legalidade duvidosa, tal como observado a partir das informações posteriormente divulgadas nos meios de comunicação”.

Redação Oeste

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