Governo do esquerdista Pedro
Castillo tem sofrido com instabilidade política; nova demissão foi motivada por
controvérsias em promoções na polícia
O presidente do Peru, o esquerdista Pedro Castillo,
anunciou nesta segunda-feira, 31, que formará um novo gabinete de ministros, o
terceiro em seis meses de mandato, após a surpreendente renúncia de sua
primeira-ministra, Mirtha Vásquez, por divergências sobre promoções na polícia.
“O gabinete está em constante avaliação. Por esse motivo, decidi renová-lo e
formar uma nova equipe”, tuitou Castillo, que agradeceu “o apoio de Mirtha
Vásquez e dos ministros de Estado”. Minutos depois, Vásquez publicou no
Twitter: “Ante a impossibilidade de obter consensos em benefício do país,
informo que hoje apresentei minha carta de renúncia ao presidente Pedro
Castillo, que foi aceita”. No Peru, o primeiro-ministro é indicado pelo
presidente e tem a função de liderar o conselho de ministros.
Vásquez, que estava há quase quatro
meses no cargo de chefe de gabinete, atribuiu sua saída à controvérsia por
promoções na polícia, que levou Castillo, nas últimas horas, a demitir também o
ministro do Interior, Avenilo Gallardo, e o comandante-geral da Polícia,
general Javier Gallardo. Advogada, ativista ambiental e da esquerda moderada,
Vásquez tomou posse como primeira-ministra em 6 de outubro, depois que Castillo
demitiu o engenheiro Guido Bellido, um esquerdista radical que liderou seu
primeiro gabinete de ministros. Agora, Castillo deverá formar um novo gabinete,
de 19 membros, o terceiro desde que assumiu a Presidência do Peru em 28 de
julho de 2021. Os primeiros seis meses de Castillo no poder se caracterizaram
por disputas internas frequentes no governo e embates com a oposição de direita
radical, que tentou, em vão, fazer com que o Congresso destituísse o chefe de
Estado em 8 de dezembro.
Por Jovem Pan
*Com informações da AFP
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